Crédito: Canva

Cripto BRLA quer ser porta de entrada de empresas e DeFis estrangeiros no Brasil

Por Claudia Mancini
Foi ultrapassando crise após crise do mercado cripto desde 2022, e ainda passando por sua própria dor, que a BRLA Digital chegou ao modelo atual com foco em transferências internacionais e com a stablecoin em real BRLA. Mas, também está de olho no lançamento de mais produtos. “Queremos ser a melhor forma de uma empresa ou protocolo DeFi offshore crescer no Brasil”, captando recursos aqui, disse seu cofundador e CSO, Leandro Noel, ao Blocknews.

“Até outubro de 2023 não tínhamos investidor. Não desistimos porque repetíamos a frase ‘crypto is the way (cripto é o caminho), vai ser muito relevante", diz Noel. Ao falar de novos produtos, cita exemplos como pagamentos, câmbio, investimentos – como um Certificado de Depósito Bancário (CDI) onchain -, além de estar de olho no segmento de comércio exterior, fazendo liquidação de operações e entregando moeda fiat.

De acordo com Noel, a startup fechou 2023 com seis clientes e 14 se integrando à plataforma. Com isso, espera crescer o time de cinco fundadores e mais duas pessoas. Além disso, de maio a dezembro transacionou cerca de R$ 50 milhões. Disso, cerca de 65% foram reais que saíram do Brasil em BRLA para o exterior em USDT. O restante chegou como USDT e passou para BRLA. Para 2024, espera crescimento “significativo” com os novos usuários.
O perfil dos clientes atuais inclui, por exemplo, uma empresa de cartões de presentes que aceita cripto na compra, empresa de comércio exterior e criador de conteúdo. São clientes que já atuam com cripto e stablecoins, o que hoje é um nicho.
Para a modelagem e o crescimento do negócio, a BRLA anunciou uma captação pré-seed de R$ 3 milhões no final de 2023 com a Coins liderando, e uma de R$ 1 milhão da 99 Capital em janeiro passado. Além disso, está no Programa de Aceleração Jurídica para Startups do Pinheiro Neto desde junho de 2023 por uma prazo de cinco anos.

“A gente aposta não só no projeto, mas também nos fundadores. A formação deles é muito boa e têm experiência profissional. É um projeto muito desafiador, até porque, ainda estamos passando por construção do arcabouço regulatório”, diz Tatiana Guazzelli, sócia da área Bancária, de Meio de Pagamentos e de Cripto do Pinheiro Neto.

Já que o Banco Central vai regular as empresas de criptos, está no radar da BRLA pedir licença para ser Provedora de Serviços de Ativos Digitais (Vasp). Outra ação do BC no radar é Drex. “Quando houver uma CBDC e uma economia tokenizada relevante, vai ter mais empresas tendo interface e nosso mercado cresce”, acredita Noel.
A startup também acha que pode usar o Drex como lastro. E pensa que pode pedir autorização de instituição de pagamento (IP) para se conectar à plataforma do BC do Drex e para ter acesso direto ao câmbio, conforme ficarem as regras. E assim, atuar em comércio exterior.
Mas – tem sempre um ou mais mas -, “analisando friamente, vai ter um ambiente em que companhias precisam estar no ambiente regulado no Bacen. Com o Drex, qualquer IP (instituição de pagamento) que tem serviço em blockchain se torna concorrente. Nossa vantagem é a de estar há mais tempo no mercado e ter liquidez. À medida que a BRLA crescer, vai agregar novos casos de uso para clientes do exterior. Não tem muita IP olhando isso”, completa Noel.  

(Fonte: Blocknews | Conteúdo parcialmente reproduzido. Leia a matéria completa no site parceiro)
Quer saber mais sobre as oportunidades e desafios acerca dos criptoativos? No dia 13/3 a Cantarino Brasileiro e a Blocknews promoverão o webinar “O que está em jogo com a regulamentação dos serviços de criptoativos”, parte da trilha Ativos Digitais. Reserve o seu lugar!

Compartilhe

Notícias relacionadas

TOP 6
Receita do e-commerce pode crescer até 30% com otimização de pagamentos
Entre os pontos mapeados por estudo estão localização de pagamentos, financiamento incorporado à venda, experiência...
TOP 6
VTEX DAY debate Inteligência Artificial e o futuro do varejo
No primeiro dia, evento teve painel especial com os futuristas Uri Levine, co-fundador do Waze,...
TOP 6
Setor de telecom recolheu R$ 5 bilhões para fundos setoriais em 2023
Pela primeira vez desde 2001, recursos do Fust foram aplicados no financiamento de projetos de...
TOP 6
Entidades assinam Carta Aberta sobre Marco Regulatório de Inteligência Artificial
Documento recebeu a assinatura de 35 entidades, de diferentes setores, incluindo o financeiroA discussão sobre...

Assine o CANTAnews

Não perca a oportunidade de saber todas as atualizações do mercado, diretamente no seu e-mail

plugins premium WordPress
Scroll to Top