Crescimento real das despesas públicas será zero, diz Meirelles.

Em palestra no Ciab FEBRABAN 2016, o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o crescimento real das despesas públicas será zero e de longo prazo. “Vamos começar pelo teto. O total das despesas não poderá subir mais que a inflação. Não estamos indexando, estamos mantendo o poder de compra”, defende o Ministro, que descartou qualquer aumento nominal, inclusive subsídios de toda ordem. “Os índices automáticos de correção também serão zero,” avisou.

Segundo Meirelles, as despesas públicas cresceram quase 6% ao ano acima da inflação, de 1997 a 2015. “Isso não é possível,” avaliou o Ministro. De 2007 a 2015, as receitas tributárias tiveram incremento de 17% acima da inflação, enquanto as despesas públicas, no mesmo período, tiveram quase 50% de aumento em relação ao PIB, que foi de 4%.

Sobre o aumento dos servidores, Meirelles justificou que apenas cumpriu o acordo firmado pelo governo anterior e que este foi menor que a inflação. Sobre a previdência, afirmou ser este o terceiro mais importante vetor, depois da educação e da saúde. “A reforma a da previdência é fundamental. E precisa de discussão e proposta própria”, completou.

O Ministro também avaliou a crise atual. “Dependendo dos resultados da economia brasileira esta será a maior recessão econômica desde que o PIB começou a ser medido, em 1902, superando 1929”.

O Ministro da Fazenda explicou ainda que é preciso definir quais são as causas e os problemas fundamentais do Brasil e atacá-los. E disse que um dos principais problemas, hoje, é o grande aumento da desconfiança do mercado em função da trajetória fiscal. Isso contamina todo o processo de funcionamento da economia; aumenta incerteza, provoca queda nas decisões de consumo, investimento e contratação e, muitas vezes, de desativa negócios.

Meirelles disse que após o Banco Central trazer a inflação para meta, a abordagem seguinte é propor a evolução dos gastos públicos nos próximos 20 anos. Sobre esse tempo em um governo interino, Meirelles disse que aceitou ser Ministro da Fazenda para fazer um projeto para o país e não um projeto para um governo. “O que estará no futuro não é relevante. Importa o agora. O que é relevante é o trabalho que cada um de nós faz pelo País” frisou.

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