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Crescimento das fintechs faz bancos investirem 40% mais em marketing de performance

Segundo um levantamento da agência especializada em ações de mídia digital Adaction, o marketing de performance já consome, em média, R$ 8 milhões ao mês das verbas de marketing dos bancos tradicionais brasileiros. Este volume representa um crescimento de 40% em relação ao que era aplicado em 2018 e consolida este tipo de estratégia como uma das grandes armas na disputa entre as instituições financeiras tradicionais e as fintechs. 

O sócio fundador da Adaction, Thiago Cavalcante, explica que dois fatores foram os principais motivadores desse movimento nas instituições tradicionais. Um deles foi a mudança na jornada do consumidor e o outro a revolução provocada pelas fintechs. De acordo com ele, enquanto as fintechs oferecem diferentes tipos de entrega, o comportamento do consumidor não é homogêneo no seu relacionamento com as instituições financeiras. “É preciso oferecer um leque de opções tão variadas quanto são as preferências de cada um. É isso o que as plataformas digitais proporcionam”, diz.

Ele explica que na prática, o trabalho das plataformas de marketing de performance consiste em coletar dados e os associar ao que banco faz. São adicionadas variáveis do dia para oferecer um pacote de serviços integrando vendas e marketing.

“Se o dólar estiver em queda, por exemplo, pode haver uma oferta de produto de câmbio. A análise de dados sobre o comportamento e o interesse do cliente ajuda a atendê-lo como se fosse único”, explica.

Cavalcante comenta que o desafio das instituições é interpretar milhões de dados coletados todos os dias, transformá-los em produtos e serviços relevantes e oferecer a solução na hora certa. “O mercado financeiro mudou e requer um atendimento sob medida”, reflete.

Outra forma de atuação é a mídia programática, na qual a compra de anúncios é realizada via software, em uma espécie de leilão em tempo real, sem contato com os departamentos comerciais dos sites. Os dados gerados permitem anúncios muito segmentados, olhando o perfil do usuário e o seu momento na jornada de compra. “Ao interpretar comportamentos e tirar conclusões que resultem em serviços mais eficientes ao consumidor, as instituições geram mais receita e reduzem custos”, complementa.

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