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Credz e Visa embandeiram cartões de redes de varejo

A Credz, emissora e administradora de cartões de 48 redes de varejo de médio porte e cerca de 1 milhão de portadores, e a Visa acabam de anunciar um acordo para combinar os produtos de private label e cartão de crédito. A nona base de cartões já vem pronta para pagamentos sem contato e os usuários contam com facilidades específicas da Credz, como a possibilidade de pagamento pelo aplicativo móvel nos 2 mil pontos de venda das lojas parceiras.

Com seis anos de atuação no mercado, a Credz atende a médias redes de varejo, com faturamento anual entre R$ 50 milhões e R$ 1 bilhão, principalmente no estado de São Paulo. A empresa roda no data center da Tivit e conta com os serviços de processamento da Fidelit. “A Credz já foi montada como uma companhia digital. Com nossa arquitetura, implementamos a parceria com um novo varejista em dois meses”, destaca José Renato Borges, presidente da Credz.

Os portadores que já tiverem ambos os cartões podem optar por substituir seu Visa pelo novo produto, se tiver um custo menor de anuidade e quiser aproveitar os programas de benefício específicos. “A interseção das bases de clientes é pequena. A Credz desenvolveu mercado com varejistas de médio porte, onde o grande concorrente (como meio de pagamento) é o dinheiro”, observa Fernando Teles, presidente da Visa. “Agora esses novos clientes podem usar seu cartão para aplicativos de transporte, compras online e outras formas de consumir de forma digital”, acrescenta.

Os cartões Credz/Visa são habilitados para pagamentos sem contato. Teles explica que o produto já nasce com as características de tokeninização (geração de um código amarrado à transação, que mitiga o risco associado ao número do cartão), o que permite, entre outras aplicações, inserir o cartão em carteiras eletrônicas, como Samsung Pay e Apple Pay.

O executivo da Visa lembra que já há uma base de 3 milhões de POSs habilitados para pagamento sem contato. Contudo, uma aplicação massiva e de grande conveniência é o pagamento de transporte público, ainda em fase piloto no Brasil. Teles menciona que um dos desafios é conciliar as regras de tarifação de cada sistema, como as do bilhete único. “Em Londres, temos uma parceria com o metrô e juntos chegamos sempre à menor tarifa possível (lá, o passageiro tem que calcular os trechos e comprar o crédito, o que muitas vezes gera pequenas perdas)”, exemplifica.

Borges diz também que a parceria com a Visa deve acelerar a expansão em São Paulo, onde se concentram os pontos de venda atendidos, e estender nacionalmente suas operações. Contudo, a estratégia agora é mais focada em novos nichos do que em expansão geográfica. “Os segmentos de cosméticos e pets ainda estão por ser desbravados. Em breve, teremos produtos especiais para esses mercados, como um carão emitido com a foto do animal de estimação”, adianta.

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