2_recuperacao_credito

Créditos não tão podres: investidores e bancos vão às compras

Com alguns sinais de melhoria na economia brasileira, o mercado financeiro se anima e vai às compras, de olho nas taxas de retorno das operações de recuperação de créditos. O Santander Brasil comprou 70% da empresa de empréstimos vencidos inadimplentes Ipanema Credit Management, em julho. O BTG Pactual voltou a atuar nesse segmento, em novembro de 2016, com a criação da Enforce, que de acordo com o banco, tem R$ 30 bilhões em carteira sob gestão e R$ 1 bilhão para investir na expansão da nova companhia.

A maior atividade dos concorrentes no segmento permitiu ao Banco do Brasil reforçar a Ativos, seu braço de recuperação de créditos inadimplentes, em operação desde 2003. A empresa já comprou quase R$ 4 bilhões em operações somente na primeira metade deste ano, o dobro do volume adquirido em 2016. Em 2015, o BTG vendeu para o Itaú a Recovery, líder nesse mercado. O motivo? A prisão de seu fundador André Esteves, acusado de tentar obstruir as investigações da Lava Jato. Assim, o Itaú reforçou sua operação de cobrança e continua investindo na Recovery, que detém R$ 60 bilhões em créditos de cerca de 12 milhões de pessoas físicas.

O mercado está tão atento que a Altitude Software e o IGEOC – Instituto de Gestão de Excelência Operacional de Cobrança lançam, em breve, a segunda edição do Anuário de Cobrança, que reúne números do setor, opiniões especializadas, inovações e as principais tendências.

E não para por aí. Em agosto, a Jive Investments fechou a captação de um fundo de R$ 500 milhões para a aquisição de ativos em situação problemática e de créditos em atraso, principalmente corporativos. A RCB Investimentos recebeu, há dois meses, aporte de valor não revelado da americana PRA Group. Já a gestora Canvas Capital pretende captar um fundo de créditos corporativos inadimplentes voltados a investidores brasileiros.

Pela regulação, dívidas com mais de 180 dias de atraso, e que foram 100% provisionadas (montante que os bancos reservam para arcar com essas possíveis perdas), são retiradas do balanço das instituições (baixadas a prejuízo). É na tentativa de diminuir a perda com esses empréstimos que já são considerados dinheiro perdido, que os bancos negociam os “créditos podres” para instituições especializadas em fazer a cobrança com mais eficiência. Essas carteiras de dívidas são vendidas com desconto e, por conta da crise, que impulsionou o volume dessas operações, têm atraído cada vez mais investidores. A estimativa de players do setor é que as instituições financeiras movimentem entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões em créditos podres este ano, ante a média de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões, negociada nos últimos anos. O sistema financeiro brasileiro “limpou” de seus balanços cerca de R$ 200 bilhões em prejuízos, nos últimos três anos, o sistema

Com informações do Valor Econômico, Estadão e Repórter Diário

Compartilhe

Notícias relacionadas

Blog
Mudança na natureza jurídica da ANPD fortalece aplicação da LGPD
Por Edilma Rodrigues A Medida Provisória (MPV) nº 1.124, de 13 de junho de 2022 assinada pelo...
Blog
Mercado Pago usa tecnologia de segurança da Mastercard para criptos
A carteira digital do Mercado Livre, o Mercado Pago, vai usar
Blog
Ant Group lança banco digital para micro, pequenas e médias empresas em Singapura
O ANEXT Bank, banco digital de atacado de Singapura e parte do Ant Group, anunciou...
Blog
Cetelem vai reduzir 6 mil toneladas de CO² com emissão de cartões reciclados
O Banco Cetelem Brasil emitiu cerca de 370 mil cartões de plástico reciclado, desde o...

Assine o CANTAnews

Não perca a oportunidade de saber todas as atualizações do mercado, diretamente no seu e-mail

plugins premium WordPress
Scroll to Top