Pesquisa da Creditas mostra que 56% dos trabalhadores CLT estão endividados e aponta potencial do crédito em folha
Por Cantarino Brasileiro*
Mais da metade da população economicamente ativa convive com dívidas e dificuldades para reorganizar o orçamento. Uma pesquisa inédita da Creditas, em parceria com a Opinion Box, mostra que 56% dos trabalhadores CLT no Brasil estão endividados — e quase metade (47%) acredita que levará mais de um ano para quitar o valor devido.
Embora o cenário seja desafiador, o levantamento revela que 69% dos trabalhadores já contrataram algum tipo de crédito, sendo o empréstimo pessoal (69%) e o cartão de crédito (65%) os mais comuns. Ambos, no entanto, são conhecidos pelas altas taxas de juros. O contraste aparece quando 42% dos entrevistados afirmam considerar justamente os juros como fator determinante na escolha da modalidade, evidenciando uma distância entre intenção e prática financeira.
É nesse contexto que o Crédito do Trabalhador, modalidade com desconto em folha, ganha espaço como uma opção mais sustentável. A pesquisa mostra que 33% já utilizaram esse recurso e, entre eles, 59% pretendem repetir a experiência. Para metade dos trabalhadores CLT, essa modalidade pode ser decisiva para melhorar a saúde financeira, desde que usada de forma consciente.
Para Julia Barroso, VP de Consignado Privado e Benefícios da Creditas, os números reforçam a urgência de alternativas que ajudem a equilibrar as finanças dos brasileiros:
“A pesquisa reforça a urgência de soluções de crédito mais justas e acessíveis no Brasil. O Crédito do Trabalhador é uma ferramenta poderosa para reorganizar as finanças com segurança.”
O estudo também aponta barreiras: 42% dos entrevistados dizem não compreender totalmente como funciona o Crédito do Trabalhador, mesmo entre os 85% que já ouviram falar do produto. Entre os que nunca contrataram, 33% demonstram interesse, mas querem mais informações, enquanto 41% afirmam não ter interesse. O resultado indica espaço para ações educativas que facilitem o entendimento e a confiança nesse tipo de crédito.
A busca por conhecimento, porém, já é um hábito consolidado. Segundo o levantamento, 94% dos trabalhadores procuram informações sobre organização financeira, especialmente em reportagens (47%) e redes sociais (34%). Esse dado reforça a importância da comunicação clara e acessível para promover o uso responsável das ferramentas de crédito.
“Mais do que oferecer uma nova modalidade, queremos democratizar o acesso ao crédito saudável e investir em educação financeira, para que o trabalhador tome decisões mais conscientes e construa uma relação equilibrada com o dinheiro”, conclui Barroso.
*Escrito com IA generativa