Crédito do Trabalhador: a oportunidade de R$ 300 bilhões que está redefinindo o checkout

*Por Leonardo Biondo

O checkout deixou de ser apenas o ponto final de uma compra para se transformar em um centro estratégico de inteligência e fidelização. E no centro dessa transformação está uma modalidade de crédito que pode movimentar de R$ 120 a R$ 300 bilhões nos próximos anos: o Crédito do Trabalhador.

Regulamentado em março de 2025, já movimentou R$ 46,5 bilhões, segundo a Febraban.

Mais do que uma inovação de pagamento, o Crédito do Trabalhador reposiciona o varejista como protagonista na oferta de crédito.

Do gargalo à fonte de receita

Historicamente, o checkout foi visto como um gargalo onde clientes abandonavam carrinhos. Segundo pesquisas da PWC, 60% dos consumidores desistem da compra por falta de opções adequadas de pagamento, essa mudança representa uma virada estratégica.

No Brasil, onde mais de 70 milhões de pessoas possuem algum tipo de restrição, segundo a Serasa Experian, oferecer alternativas ao crédito tradicional é essencial.

Quando o crédito é incorporado ao ponto de venda, os resultados são expressivos. Dados da NatWest e BCG mostram aumentos de 12% nas taxas de conversão, 30% no ticket médio e até 25% no lifetime value do cliente. Mais do que facilitar uma venda, o crédito integrado ao checkout cria relacionamentos duradouros e transforma dados transacionais em inteligência estratégica.

No Brasil, esse impacto é ainda maior. De acordo com dados da DM, o consumidor busca parcelamento: 75,2% priorizam essa opção e 34,9% usam crédito sempre que o parcelamento está disponível. Com o Crédito do Trabalhador, a parcela fica mais acessível.

Outra vantagem é a segurança. Com desconto direto em folha, a inadimplência é reduzida drasticamente, mesmo em casos de mudança de emprego.

Inteligência que fideliza

Cada transação no checkout é um dado valioso: frequência, valor gasto, categorias preferidas,comportamento de pagamento. Varejistas e empresas de diversos setores já estão usando essas informações para criar políticas de crédito personalizadas, limites dinâmicos, ofertas adequadas a cada perfil e benefícios relevantes aos consumidores.

Como mostram os estudos acima, clientes com crédito ativo gastam mais e com maior frequência. Assim, o checkout passa a ser o início de uma nova jornada de relacionamento, não o fim da compra.

Uma janela de oportunidade

Os próximos 12 a 18 meses representam um momento único. Empresas que implementarem agora o Crédito do Trabalhador terão vantagem competitiva antes que o mercado se estabilize. Diferentemente de meios de pagamento tradicionais que representam custo, essa modalidade pode gerar receita adicional, em alguns casos superior ao negócio principal.

Soluções como a MOVA, o Credit as a Service da Serasa Experian, permitem que empresas de todos os setores criem esteiras de crédito de forma simples, ágil e segura. Indústria, atacado, varejo e serviços contam com tecnologia via API ou white label, compliance regulatório, plataforma digital automatizada e inteligência analítica integrada.

A verdade é que quem souber transformar o checkout em um hub de inteligência e oportunidade sairá na frente nesse mercado de até R$ 300 bilhões.

*Leonardo Biondo é CRO da Serasa Experian

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