Leonardo Biondo, CRO da Serasa Experian, antecipa como inteligência de dados e tecnologia viabilizam novos nichos de crédito
O mercado de crédito no Brasil atravessa uma transformação sem precedentes, em que os limites do sistema financeiro tradicional estão sendo expandidos por novos protagonistas e tecnologias disruptivas. A poucos dias do Fórum Bancos & Banking 2026, que acontece em 18 de maio no WTC Centro de Eventos, o debate sobre o futuro do setor ganha um novo fôlego com a ascensão de nichos como o consignado privado e o crédito estruturado para a indústria.
Para entender como essas oportunidades estão sendo moldadas, fizemos uma entrevista exclusiva com Leonardo Biondo, Chief Risk Officer (CRO) da Serasa Experian. Referência no setor, Biondo explica como a infraestrutura de dados atual permite que a estabilidade das empresas se torne o novo pilar de garantia, reduzindo riscos e democratizando o acesso ao capital de forma segura e escalável. Confira os principais insights!
1) O painel do qual você participará foca em oportunidades de crédito para além do mercado financeiro tradicional. Olhando para o cenário de 2026, como a Serasa Experian enxerga o papel da tecnologia e dos dados na viabilização desses novos nichos, como o consignado privado e o crédito estruturado para a indústria?
Leonardo Biondo: Em 2026, tecnologia e dados não são mais apenas habilitadores — eles se tornaram infraestrutura essencial para o crescimento sustentável do crédito fora do sistema financeiro tradicional. Na Serasa Experian, enxergamos esses novos nichos, como o consignado privado e o crédito estruturado para a indústria, como espaços naturais de expansão justamente porque hoje conseguimos avaliar risco de forma muito mais granular e contextualizada.
O avanço da inteligência de dados, do open finance e dos modelos analíticos baseados em múltiplas fontes permite olhar além do histórico bancário tradicional. Passamos a considerar comportamentos, vínculos empregatícios, estabilidade empresarial, ciclos setoriais e dados operacionais, o que viabiliza produtos mais personalizados, escaláveis e seguros. Isso reduz assimetrias de informação e abre espaço para que empresas, indústrias e empregadores se tornem protagonistas na originação do crédito, com estruturas mais eficientes e adequadas à realidade econômica atual.
2) De que forma a estabilidade das empresas pode servir como o principal garantidor para essas novas carteiras e como as soluções de inteligência de dados ajudam a mitigar riscos nessas operações?
LB: A estabilidade das empresas passa a assumir um papel central como ativo estruturante de risco nessas novas carteiras. Em operações como o consignado privado ou o crédito vinculado à cadeia produtiva, o risco deixa de estar concentrado exclusivamente no indivíduo e passa a ser compartilhado com o ambiente econômico e corporativo no qual ele está inserido.
As soluções de inteligência de dados da Serasa Experian permitem avaliar essa estabilidade de forma contínua e dinâmica, considerando indicadores como saúde financeira da empresa, histórico de adimplência, rotatividade de colaboradores, setor de atuação e exposição a choques econômicos. Com isso, é possível antecipar riscos, ajustar políticas de crédito em tempo real e estruturar garantias mais robustas. O resultado é um modelo mais resiliente, que beneficia tanto quem concede quanto quem toma crédito, com perdas menores e maior previsibilidade.
3) Sendo a Serasa Experian uma patrocinadora e peça-chave no debate sobre o futuro do setor, quais são as suas expectativas pessoais para o Fórum Bancos & Banking deste ano e qual mensagem principal você espera deixar para os executivos que buscam explorar esses ‘nichos inexplorados?
LB: Minhas expectativas para o Fórum Bancos & Banking são muito positivas. O evento acontece em um momento em que o mercado deixou de discutir apenas inovação conceitual e passou a buscar execução, escala e sustentabilidade. A Serasa Experian participa desse debate não só como patrocinadora, mas como agente ativo na construção de soluções que já estão transformando o mercado.
A principal mensagem que quero deixar para os executivos é que esses “nichos inexplorados” não são apostas futuristas — eles já são uma realidade. O diferencial estará em quem conseguir combinar dados de qualidade, tecnologia aplicada e modelos de negócio colaborativos, respeitando o contexto regulatório e econômico. Há uma enorme oportunidade de ampliar o acesso ao crédito no Brasil de forma responsável, eficiente e inclusiva, e isso exige decisões baseadas em dados, não apenas em intuição.
O Fórum Bancos & Banking 2026 é uma co-realização com a Acrefi e promete ser o ponto de encontro das lideranças do setor financeiro. Se você deseja estar na vanguarda dessas discussões e fazer networking com os principais players do mercado, ainda dá tempo de participar. Clique AQUI e garanta o seu ingresso!