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Cooperativas de crédito já estão presentes em 55% dos municípios no país

As cooperativas de crédito se destacaram por mais um ano e cresceram mais do que o restante do Sistema Financeiro Nacional (SFN) em 2022. É o que mostra o Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). O documento de publicação anual foi divulgado essa semana e traz uma análise da evolução do segmento nos últimos anos, com ênfase em 2022.
De acordo com o panorama, o SNCC continua ampliando sua presença no país e, no final de 2022, 55,3% dos municípios brasileiros contavam com pelo menos uma unidade de atendimento de cooperativas de crédito (semelhante às agências bancárias). O número de cooperados (ao mesmo tempo donos e clientes das cooperativas de crédito) chegou a 15,6 milhões entre pessoas físicas e jurídicas.
Segundo nota do Banco Central, “o cooperativismo de crédito se encontra apto para ampliar sua participação no cenário do SFN, contribuindo cada vez mais para o aprimoramento da concorrência e eficiência. É também um elemento essencial na promoção da inclusão financeira de parcela significativa da população brasileira, notadamente nas áreas mais remotas, e para as empresas de menor porte, atendendo às necessidades creditícias dos seus cooperados pessoas físicas e jurídicas”.
Nesse contexto, o Sicoob, por exemplo, expandiu a carteira de crédito em 170% nos últimos cinco anos. O volume de empréstimos da instituição vem crescendo exponencialmente. Em 2020, o Sicoob apresentava um saldo de 84 bilhões de reais em sua carteira de crédito, valor esse que saltou para 140,1 bilhões de reais ao final de 2022.
“Embora venha apresentando desempenho expressivo e consistente já há algum tempo, foi a partir da pandemia que o segmento assumiu uma posição de maior destaque na indústria financeira. Quando há alguma adversidade, as cooperativas costumam fazer-se mais presentes, ocupando espaços deixados por outros agentes, que se retraem diante das incertezas econômicas e riscos associados a esse cenário. A postura mais arrojada justifica-se pelo compromisso que essas entidades têm com o seu público, cujos indivíduos e empreendedores, como cooperados, são os donos do negócio cooperativo”, destaca Ênio Meinen, diretor de Coordenação Sistêmica e Relações Institucionais da cooperativa.
Segundo o executivo, o resultado da atuação mais efetiva do cooperativismo financeiro, somado à presença de novos atores, vem contribuindo para a redução da concentração do crédito no âmbito do sistema financeiro nacional. O relatório do BC destaca uma maior diluição nos empréstimos sem consignação para pessoas físicas, em que o segmento cooperativista lidera o ranking entre todas as instituições financeiras. Outros dois públicos com grande protagonismo da solução cooperativista são os pequenos negócios e produtores rurais, em relação aos quais o cooperativismo financeiro é, respectivamente, o primeiro e o segundo maior provedor de recursos em todo o país. “Ao oferecerem soluções com preços mais atrativos, de forma isonômica, para os seus cooperados, as cooperativas promovem justiça financeira e contribuem para um sistema financeiro mais eficiente e inclusivo”, destaca Meinen.

Números

O total de ativos do SNCC alcançou 590 bilhões de reais em dezembro de 2022, após crescimento de 28,6% no ano, e é constituído principalmente por operações de crédito (R$ 383 bilhões), com destaque para operações com micro e pequenas empresas e para os produtores rurais. Os dados demonstram a importância do segmento para o desenvolvimento da atividade econômica, principalmente no interior do país, onde o setor possui atuação marcante.
As captações são consideradas pelo BC fundamentais como funding para suportar o aumento do crédito, e também cresceram em ritmo superior ao do restante do SFN, alcançando 466 bilhões de reais.
Apesar do crescimento da inadimplência, da mesma forma do ocorrido no SFN como um todo, o nível de provisões para operações de crédito demonstra ser suficiente para suportar as perdas esperadas na carteira. Os resultados foram positivos, impulsionados pelo ganho de escala, sendo parte desses resultados destinada aos cooperados e uma parcela representativa destinada à formação de reservas, importante instrumento para a sua sustentabilidade econômico-financeira. Com isso, os índices de capital agregados das cooperativas de crédito continuaram confortáveis em relação aos limites regulamentares.

O Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo e o Anexo Estatístico podem ser acessados na íntegra aqui.

(FONTE: Assessorias de imprensa)

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