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Consumidores estão abertos a compartilhar dados se obtiverem serviços relevantes em troca

Por Edilma Rodrigues

A pesquisa “Hábitos e Preferências dos Consumidores” conduzida pela Quod, gestora de bases de dados criada pelos cinco maiores bancos do Brasil, junto à GS&MD Gouvêa de Souza, revela que os consumidores estão abertos a compartilhar seus dados se obtiverem serviços relevantes em troca. “Plataformas de serviços e redes sociais vêm sendo amplamente utilizadas por esses consumidores, que compartilham dados em troca de serviços como análise de crédito, proteção contra fraudes e ofertas segmentadas,” informa nota divulgada.

Para se ter uma ideia, 69% dos entrevistados usam e vão continuar usando essas plataformas para fornecer seus dados. Já entre aqueles que afirmam não utilizar esses canais (12%), todos têm intenção de começar a utilizá-los, sendo uma parcela significativa deles (21%) com mais de 55 anos de idade.

Quando questionados sobre os dados que estariam dispostos a compartilhar para obter uma avaliação de crédito melhor, por exemplo, 34% compartilhariam informações do cartão de crédito, seguidos por biometria facial (26%) e dados de utilização de celular (25%).

Por outro lado, para se proteger contra fraudes, esses mesmos consumidores compartilhariam biometria facial (42%), localização via celular (26%) e informações do cartão de crédito (25%). Já quando se trata de receber ofertas de produtos e serviços personalizadas, os entrevistados concordam em compartilhar dados de navegação na Internet (30%), comportamento nas redes sociais (24%) e dados de utilização de celular (24%).

Efetividade dos meios eletrônicos para comunicação com empresas

Outra constatação é a de que, cada vez mais, a comunicação eletrônica e o compartilhamento de dados são caminhos a serem seguidos. Para a grande maioria dos consumidores entrevistados (57%), sobretudo aqueles na faixa de 25 a 34 anos, os meios eletrônicos são atualmente os mais efetivos para comunicação com as empresas.

41% dos consumidores desconhecem o Cadastro Positivo 

A pesquisa revelou também que o desconhecimento em relação a temas como o Cadastro Positivo ainda é alto. 41% dos entrevistados nunca ouviram falar sobre o tema. A parcela de consumidores que conhece o projeto afirma ter boas expectativas: 23% afirmaram conhecer e acreditar no Cadastro Positivo como uma forma de melhorar e ampliar o acesso ao crédito no país. 

Sobre ferramentas de educação financeira disponíveis atualmente, 34% dos entrevistados consideram que, embora exista muito conteúdo, sua utilização não se reflete em obtenção de benefícios, seguidos por 30% que apontam faltar conteúdo adequado. “A grande maioria da população consultada (52%) acredita que uma plataforma colaborativa despertaria maior interesse por educação financeira. Já 16% dos entrevistados afirmaram não ter qualquer interesse pelo tema.

O levantamento foi feito em território nacional com 1 mil consumidores acima de 18 anos. A maioria deles das classes B (33%) e C (47%) e das regiões Sudeste (44%) e Nordeste (23%).

Com informações da assessoria de imprensa

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