Consórcios: fortes aliados na revolução do setor financeiro com o DREX

Banco Inter, Microsoft e 7COMm têm três casos inovadores selecionados pelo BC
Por Mauricio Gonçalves Augusta*
Os consórcios formados pelo Banco Central (BC) desempenham papel essencial na consolidação do DREX, a moeda digital do BC, de maneira confiável, ágil e verdadeiramente revolucionária. Eles são compostos por instituições financeiras, fintechs e empresas de tecnologia, selecionados para desenvolver e testar soluções inovadoras que integram a nova moeda digital ao sistema financeiro nacional.
Ao reunir uma diversidade de players do mercado, o BC garante que o DREX seja projetado com base em múltiplas perspectivas, favorecendo a criação de produtos e serviços que atendam às demandas da sociedade e do mercado. Esses consórcios promovem não apenas a colaboração entre setores, mas também aceleram o processo de desenvolvimento, criando um ambiente de inovação contínua.
Na atual fase de implementação, o Banco Central já selecionou uma série de produtos inovadores propostos pelos consórcios para serem testados e integrados ao DREX. A 7COMm faz parte de um dos consórcios junto com o Banco Inter e a Microsoft, que teve três dos seus casos de uso selecionados pelo BC para a fase 2 do Piloto DREX: “Implementação de Automated Market Maker (AMM)”, “Trade Finance de Commodities Agrícolas” e “ Cessão de Recebíveis (B2B e Varejo)”.

Todos os três casos foram reconhecidos pela sua inovação. No entanto, quero destacar o último, por trazer grande expectativa de revolucionar o mercado, ser muito abrangente e inclusivo, além de incentivar a criação de muitos produtos no universo de “Recebíveis”.

Proposta do caso: Cessão de Recebíveis

Em síntese, a proposta é transformar os recebíveis de cartão em ativos digitais, utilizando a tecnologia blockchain. Ao serem tokenizados, esses ativos podem circular na economia com maior liquidez.
De posse dos tokens, o estabelecimento comercial tem a opção de transferi-los para outros fornecedores para quitar dívidas, por exemplo. Esses tokens podem circular no mercado como forma de liquidez até a data de vencimento do recebível.
Imagine que uma loja venda um item em dez parcelas ao consumidor e tenha a necessidade de antecipar esse valor. Com a tokenização, apoiada na plataforma blockchain, que oferece segurança, transparência e confiança, a loja pode negociar seu token, que representa o recebível, como forma de liquidação de valores a pagar ao invés de ter apenas a opção de antecipação. Assim, o nosso produto, ao transformar o recebível em um token, cria um ecossistema que proporciona aumento da liquidez, redução de custos, inclusão financeira, além da criação de novos mercados.
Essa e as outras duas soluções têm o potencial de transformar o cotidiano financeiro, permitindo transações mais rápidas, seguras e inclusivas. Os testes com esses produtos são fundamentais para validar a escalabilidade e a eficiência do DREX antes da sua adoção em larga escala.
A colaboração entre Banco Central e consórcios não apenas solidifica a infraestrutura técnica da moeda digital, mas também impulsiona a confiança do mercado e da sociedade no novo sistema financeiro digital, que promete reformular profundamente a economia nacional.
*Mauricio Gonçalves Augusta é Head of Professional Services and Blockchain da 7COMm, para saber mais sobre a empresa clique aqui.

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