O consórcio de blockchain R3, um coletivo de cerca de 70 bancos e instituições financeiras dedicada ao desenvolvimento de tecnologia de contabilidade distribuída, anunciou ontem (30) o cumprimento de sua promessa inicial de liberar a plataforma Corda para a colaboração pública. A entidade descreve a solução como um instrumento que registra, executa e gerencia contratos financeiros das instituições com seus pares e que, ao contrário de muitas iniciativas feitas por fintechs, foi desenvolvido em estreita colaboração com grandes instituições bancárias ao redor do mundo.
Para o consórcio, a plataforma Corda captura os benefícios dos sistemas blockchain, mas com opções de design que a tornam capaz de atender às necessidades de instituições financeiras regulamentadas. Fundamentalmente, o Corda restringe o acesso a dados dentro de um acordo apenas para aqueles que precisam para validá-lo.
David Rutter, executivo-chefe do R3, disse que o sucesso da aplicação nos serviços financeiros baseia-se na possibilidade das novas soluções serem capazes de trabalhar de forma integrada. As aplicações estão sendo construídas. Elas precisam ser interoperáveis e comuns, assim como os protocolos comuns em que a internet opera hoje. Abrir a possibilidade para o abastecimento é o próximo passo na transformação do Corda em uma dessas plataformas, disse.