Como o PIX vai contribuir com o varejo digital?

Como o PIX vai contribuir com o varejo digital?

Com a crise do coronavírus, enquanto alguns segmentos tiveram as atividades paralisadas ou reduzidas, outros conseguiram vislumbrar oportunidades. Na verdade, a demanda por determinados serviços e produtos deu um salto. 

O aumento no volume de vendas foi expressivo, principalmente nos mercados de saúde e alimentação, com destaque para os deliverys. O e-commerce também ganhou propulsão e cresceu muito.  

Como solução para o fechamento do comércio, empresas e pequenos negócios adotaram o e-commerce e migraram para os marketplaces. Ao mesmo tempo, para se proteger e evitar sair de casa, os clientes passaram a comprar on-line.

Dados divulgados pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostraram que, desde o dia 12 de março, algumas lojas virtuais registraram um incremento de mais de 180% das vendas de alimentos e bebidas e nos itens de beleza e saúde.

A pandemia, de fato, acelerou a transformação digital. O comportamento das pessoas mudou e vai continuar mudando. Com isso, as lojas têm um novo mercado para conhecer e explorar. 

Em paralelo, a digitalização do setor financeiro está em curso. A construção do sistema de pagamentos instantâneos, o PIX, vem sendo conduzida pelo Banco Central. O varejo digital tem tudo para se beneficiar desta estratégia.

Neste post, apresentamos a curva de crescimento do e-commerce e mostramos como ele pode ser beneficiado pelo PIX.

Continue lendo o artigo! 

Varejo digital: o crescimento do e-commerce

Diante do cenário complexo que se configurou com a crise do coronavírus, pequenos e grandes lojistas têm o desafio de se adaptar aos novos hábitos de consumo do brasileiro. É imperativo: para se destacar no mercado competitivo, o negócio precisa estar no varejo digital.

A pandemia da COVID-19 acelerou a transformação digital de tal modo que esse é um caminho sem volta.

Inicialmente, a projeção de crescimento do varejo digitalde acordo com a Abcomm, era de 18% para 2020, com um faturamento estimado em R$ 106 bilhões. 

Contudo, de acordo com os dados do estudo E-commerce na Pandemia, com a crise do coronavírus o e-commerce foi muito além. Somente no primeiro semestre, com o crescimento nas compras on-line, o e-commerce já registrou um aumento de 145% no volume de vendas.

Vale destacar ainda que, conforme aponta o relatório da Neotrust/Compre&Confie, no segundo trimestre deste ano, o e-commerce faturou R$ 33 bilhões. O valor representa uma alta de 104,2% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Novos clientes vieram para ficar

Muito além do crescimento no volume de vendas, o varejo digital também recebeu clientes estreantes. Dados da Neotrust/Compre&Confie indicam que 23,6 milhões de pessoas compraram pelo menos um item on-line entre abril e junho. Desse total, 5,7 milhões de pessoas compraram virtualmente pela primeira vez. O número representa quase ¼ dos clientes do período. 

Mesmo com a retomada do varejo físico, a expectativa é que o varejo digital permaneça recebendo novos consumidores, e existe bastante espaço para esse crescimento. Isso porque atualmente o e-commerce atinge apenas 18,2% do total de usuários brasileiros com acesso à internet.

Principais tendências de consumo do varejo digital

Desde o início da pandemia no Brasil, em 25 de fevereiro até dia 20 de março, a Abcomm registrou um aumento de 30,5% em pedidos feitos e de 28% em faturamento. Como vimos, esse foi apenas o começo. De lá para cá, o crescimento do e-commerce ganhou velocidade e constância. 

Veja as categorias em ascensão no primeiro mês da pandemia no Brasil: 

  • Saúde: 111%
  • Alimentos e bebidas: 110,8%
  • Petshop: 99,8%
  • Beleza e perfumaria: 83%

Os dados apontam para o crescimento de itens relacionados necessários para a prevenção de problemas de saúde. Além disso, a busca por itens básicos – alimentos, produtos de limpeza e rações para pets – também cresceu.

Em contrapartida, materiais para entretenimento, equipamentos esportivos e profissionais para o home office também foram altamente procurados. 

A contribuição do PIX para o varejo digital 

Para acelerar a transformação digital do varejo, o sistema de pagamentos instantâneos surge como uma plataforma com papel relevante. Isso porque o PIX, criado pelo Banco Central, deve contribuir para a redução de custo operacional do varejo. 

O sistema irá viabilizar pagamentos instantâneos em todo o Brasil a partir de novembro de 2020. Assim como para o setor financeiro, para o varejo digital e seus clientes as vantagens são muitas:

  • Disponibilidade 24h nos 7 dias da semana;
  • Velocidade e segurança nas transações;
  • Conveniência;
  • Ambiente aberto entre empresas do setor financeiro e varejista;
  • Vários casos de uso;
  • Dados centralizados em uma única plataforma. 

Dentro do PIX, os pagamentos instantâneos são transferências monetárias eletrônicas realizadas em tempo real. Ou seja, a transmissão da ordem de pagamento e a disponibilidade de fundos para o usuário recebedor (EC) – banco, fintech ou varejista – ocorre imediatamente e sem a participação de intermediários.

Com a plataforma, a compensação bancária que leva cinco dias úteis deixará de existir. O e-commerce, certamente, será beneficiado com o PIX.

Quer ver um exemplo? O cliente está na sua loja virtual e decide adquirir um produto. Ao fazer o checkout, ele se depara com a opção do PIX entre as

formas de pagamento. O próximo passo é selecionar o pagamento instantâneo PIX.

Na sequência, basta confirmar os dados da loja (EC), colocar o valor e a senha ou autenticação biométrica/facial e confirmar o pagamento. Feito isso, a transação é confirmada na hora e a loja recebe o valor da compra imediatamente.

Nem precisa dizer que o PIX vai acelerar também o processo logístico, diminuindo o período de aprovação do pedido e o prazo de entrega dos produtos. Outro ganho é a redução de custos com emissão de boletos e taxas de transações de cartões de crédito e débito.

Além de aumentar a eficiência e a competitividade do setor financeiro, o PIX deve acelerar a digitalização do varejo. Afinal, oferece uma forma de pagamento simples, amigável e rápida.  

Para o varejo físico, o PIX vai oferecer ao cliente a possibilidade de fazer saque nas lojas. Um serviço aparentemente simples, mas que otimiza muito a negociação. 

Especialmente para as pessoas que moram em cidades do interior, onde não há caixa eletrônico, a participação do comércio com a oferta de saque via PIX é uma conveniência de utilidade pública.

Quer conhecer outras novidades do mercado de seguros? Continue acompanhando o Trends.Aproveite e conheça mais a GR1D, soluções digitais para sua empresa acelerar a transformação digital: Open Banking e Open Insurance .

Compartilhe

Notícias relacionadas

Blog
Mudança na natureza jurídica da ANPD fortalece aplicação da LGPD
Por Edilma Rodrigues A Medida Provisória (MPV) nº 1.124, de 13 de junho de 2022 assinada pelo...
Blog
Mercado Pago usa tecnologia de segurança da Mastercard para criptos
A carteira digital do Mercado Livre, o Mercado Pago, vai usar
Blog
Ant Group lança banco digital para micro, pequenas e médias empresas em Singapura
O ANEXT Bank, banco digital de atacado de Singapura e parte do Ant Group, anunciou...
Blog
Cetelem vai reduzir 6 mil toneladas de CO² com emissão de cartões reciclados
O Banco Cetelem Brasil emitiu cerca de 370 mil cartões de plástico reciclado, desde o...

Assine o CANTAnews

Não perca a oportunidade de saber todas as atualizações do mercado, diretamente no seu e-mail

plugins premium WordPress
Scroll to Top