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Colaboração entre bancos e fintechs está mais madura

A colaboração entre bancos e fintechs está mais madura. No painel “Bancos e fintechs colaborando para impulsionar a indústria”, desta terça-feira (12), no Ciab Febraban 2019, executivos do Santander, Bradesco, Itaú, Votorantim e da fintech Cinnecta compartilharam um pouco de suas experiências.

O diretor do departamento de pesquisa e inovação do Bradesco, Antranik Haroutiouniam, acredita que o mercado vive um novo período de experimentação e aprendizagem dos dois lados, em um trabalho colaborativo. No trajeto dessa convivência, o executivo menciona que no início do inovaBra muitas startups tinham apenas ideias, mas não tinham o produto. Atualmente, a empresa percebe que a startup precisa ter o produto para ser testado, para ser acelerada e, então, customiza-se a solução da parceira para atender às necessidades do banco.

O diretor de negócios digitais do Santander, Alexandre Grossmann Zancani, aponta que um dos aprendizados do Santander nessa interação com startups é o próprio slogan do Radar Santander: “Menos purpurina e mais negócio.” Além de estar sempre antenado nas tendências, ter apoio do sênior manager, sem que a decisão seja de cima para baixo.

“Erramos demais!”. Foi o que disse o diretor de tecnologia do Itaú-Unibanco, Lineu F. Andrade. Nos cinco anos do processo de transformação digital, “menosprezamos a força da cultura, que precisa de muito tempo e disciplina,” assinala. Para Andrade, essa jornada envolve tecnologia, processos e pessoas. Mas a questão cultural é um entrave, uma vez que os processos já estão aderentes no banco. Ele também salienta que anteriormente, as startups não estavam maduras o suficiente para lidar com o grande fluxo das instituições.

Ricardo Abrahao Fajnzylber, diretor executivo do corporate & investment banking do banco Votorantim, admite: “não há como trabalhar sem startups. “O mercado está mudando e os bancos precisam repensar seus modelos. E isso é olhar para fora.” A empresa tem hoje 300 APIs em arquitetura aberta e 40% dos contratados são de fora do mercado de bancos, nos últimos anos. Como erro, o executivo aponta que é necessário aprender a medir, uma vez que “ainda somos bancos e vivemos de resultados.”

A Cinnecta representou as fintechs na discussão. O cofundador e CEO da empresa, Eduardo Ferreira, considera que as startups têm para contribuir o “errar rápido e corrigir rápido.” E a aquisição de maturidade é saber navegar dentro das complexas estruturas dos bancos. A Cinnecta foi acelerada no inovabra.

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