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Clara lança conta PJ e prevê mais do que dobrar base de clientes no Brasil

A solução chega ao mercado pouco mais de três meses depois que a fintech recebeu a licença de Instituição de Pagamento no país
Com a expectativa de o Brasil ser o maior mercado no primeiro trimestre de 2024, a fintech de gestão de pagamentos corporativos Clara acaba de dar mais um passo nessa direção. Pouco mais de três meses depois de receber autorização do Banco Central para operar como instituição de pagamento (IP), a empresa está lançando uma conta digital PJ integrada ao software de gestão de despesas. O objetivo é consolidar todos os pagamentos num só lugar.
Até então, a solução da Clara permitia gerir apenas as transações corporativas com cartão de crédito. Agora, com a conta, as empresas passam a ter as funcionalidades de emissão e pagamento de boletos, assim como transferências via TED. A expectativa é liberar as operações com Pix no primeiro trimestre do ano que vem. Para isso, a fintech aguarda aval do BC para ser participante indireto no arranjo Pix.
Em entrevista ao Finsiders, Francisco Simon, country manager da Clara no Brasil, explica que o lançamento da conta é uma etapa natural após a obtenção da licença de IP e também na jornada para posicionar a fintech como um ecossistema completo de pagamentos corporativos.
“É mais do que uma conta PJ. As empresas conseguem consolidar num só sistema todos os pagamentos, acompanhá-los em tempo real e ter insights a partir de uma ferramenta de inteligência artificial”, define o executivo, que chegou em julho para liderar a operação no Brasil depois de passagens por Uber e Facebook.
Para fisgar novos clientes, a Clara aposta em uma conta sem mensalidade e com remuneração do saldo de 110% do CDI. O rendimento é líquido de impostos e taxas, e o dinheiro pode ser sacado a qualquer momento. Durante os seis primeiros meses, a fintech também não cobrará tarifas.

Crescimento

De acordo com Francisco, a Clara já vinha crescendo de forma acelerada. E esse ritmo ganha ainda mais força com um potencial maior de transações que devem vir com o lançamento da conta. “Apesar da relevância do Pix, TED e boleto são bem estabelecidos e têm forte penetração corporativa”, diz o executivo. 
Atualmente com mais de 3,4 mil clientes no Brasil e volume total de pagamentos (TPV) de R$ 1 bilhão no país, a fintech espera mais do que dobrar a base e multiplicar por 6x o TPV em 2024, superando assim os R$ 6 bilhões/ano. No mercado local, a Clara vem avançando cada vez mais entre empresas de maior porte. Na carteira atual estão, por exemplo, Amaro, BR Malls, Grupo Trigo (dono das marcas China in Box, Spoleto e Gendai), entre outros nomes. 
A operação brasileira da fintech é a que mais cresce e deve atingir o posto de maior mercado — hoje é o segundo, atrás do México — no primeiro trimestre do ano que vem. Além de Brasil e México, a Clara tem presença também na Colômbia. Considerando todos os países, a base de clientes ultrapassa 14 mil empresas.
Desde o início do negócio, em 2020, a companhia captou mais de US$ 400 milhões entre rodadas de equity e estruturas de dívida, conforme dados no Crunchbase. Em abril deste ano, a Clara levantou uma extensão da Série B, no valor de US$ 60 milhões. 

Despesas corporativas em alta

A Clara está num mercado que vem se tornando cada vez mais competitivo, inclusive com o avanço de gigantes do setor de benefícios. No mês passado, por exemplo, a VR anunciou a compra do controle da VExpenses.
Também em outubro, a startup de benefícios flexíveis Flash — que no ano passado comprou a ExpenseOn para entrar em despesas corporativas – recebeu aval do BC para funcionar como IP nas modalidades emissor de moeda eletrônica e de instrumento de pagamento pós-pago (cartão de crédito).

A lista de players no segmento de despesas corporativas inclui, ainda, nomes como Conta Simples, Portão 3 e Jeeves, entre outros.

(Fonte: Finsiders / Fintechs Brasil)

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