O esquema de entrega de recursos de infraestrutura e software básico (IaaS e PaaS) adotado globalmente no Citi impõe mudanças significativas no desenvolvimento e na gestão do ciclo de vida das aplicações. “Para se ter SaaS(software como serviço) não basta pegar a aplicação legada e hospedar na nuvem. É preciso reescrever com uso de middleware, http e outros padrões”, adverte Donaldo Mitsunori Dagnone, arquiteto do Citi Brasil. “Para desenhar as aplicações (no novo modelo) é preciso tempo e dinheiro. Mas se forem bem construídas, fica bem fácil adicionar ou suprimir capacidade, conforme a necessidade de recursos (processamento, rede, etc.) em cada momento”, acrescenta.
No painel “Novas arquiteturas e ciclo de vida de software e hardware”, no Ciab 2015, Dagnone contou que a área de conformidade do banco definiu a estrutura de hardware e a plataforma que passa a atender o grupo, em um modelo de nuvem privada. “O ciclo do ‘sistema novo’, de dimensionar, solicitar os recursos, instalar servidores, sistema operacional e banco de dados, acabou”, afirma. Ele observa que a tendência é cada vez mais livrar os tempos de TI das tarefas básicas. “Aviso a quem trabalha nas camadas de aquisição e serviços de hardware que é bom se preparar ou para ir para os EUA, ou buscar outra especialização”, diz.