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Carteira de crédito PF cresce 9% em 12 meses, mas é melhor buscar fintechs ou bancos tradicionais?

Por Edilma Rodrigues

Precisar de dinheiro emprestado para emergências, para saldar dívidas etc. é muito comum no Brasil. Tanto que, entre março de 2017 e março de 2018, dois em cada dez brasileiros recorreram a algum tipo de empréstimo, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Para se ter uma ideia, o Banco Central divulgou esta semana (27) as estatísticas de crédito. O relatório informa que o saldo de operações de crédito pessoas físicas, no sistema financeiro nacional (SFN), foi de R$1,8 trilhão, crescimento 0,4%, em fevereiro. No acumulado de 12 meses, a expansão da carteira de crédito para famílias foi de 9%.

Atualmente, além das instituições financeiras tradicionais, as pessoas têm as fintechs como alternativa para pegar dinheiro emprestado. As startups de concessão de crédito ganham espaço. Segundo o Radar FintechLab de agosto do ano passado, as iniciativas voltadas a empréstimos no País somavam 70 companhias e eram 17% do total de fintechs. Esse cenário decorre tanto da redução da burocracia e facilidades tecnológicas na hora de obter o empréstimo como pelo acompanhamento de normatização do setor. No Brasil, o Banco Central regulamentou essas startups em abril de 2018.

Vale lembrar que o SFN inclui as seguintes fintechs, de acordo com o Banco Central: “Podem ser autorizadas a funcionar no país dois tipos de fintechs de crédito – para intermediação entre credores e devedores por meio de negociações realizadas em meio eletrônico: a Sociedade de Crédito Direto (SDC) e a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), cujas operações constarão do Sistema de Informações de Créditos (SCR).”

O BC também destaca em seu portal alguns benefícios das fintechs na hora de buscar crédito: aumento da eficiência e concorrência no mercado de crédito; rapidez e celeridade nas transações; diminuição da burocracia no acesso ao crédito; criação de condições para redução do custo do crédito; inovação e acesso ao sistema financeiro nacional.

De fato, para quem precisa buscar crédito em alguma instituição financeira, nova ou tradicional, é preciso avaliar itens como taxa de juros, custo efetivo do crédito e taxa de serviço. O sócio fundador da Geru, plataforma de empréstimos 100% online, Sandro Reiss, lista as principais vantagens de tomar crédito em fintechs e compara com o crédito concedido em bancos e financeiras.

Juros mais baixos

Em plataformas online, os juros são menores. Na Geru, variam entre 2% e 9,5% ao mês. Já as taxas bancárias ou de financeiras são mais altas podendo chegar a 26,12% ao mês de acordo com dados do Banco Central (BC). “As porcentagens elevadas dessas instituições têm a ver com custos que envolvem estrutura, processos burocráticos e spread bancário, o que torna os seus serviços mais caros,” informa.

Agilidade

Muitos bancos e financeiras sugerem que o acesso ao crédito é rápido e pouco burocrático. Contudo, diversos documentos são solicitados para comprovar identidade e renda do tomador, o que torna o processo mais demorado. Em fintechs, os processos são diferentes. A Geru, por exemplo, retira toda a parte burocrática da solicitação à quitação do empréstimo. Após escolher o valor desejado, a quantidade de parcelas e a finalidade, o usuário preenche um breve formulário e envia fotos de documentos simples e uma selfie para análise de dados. O sistema fornece a resposta sobre a aprovação em um prazo máximo de até cinco minutos. Se o resultado da análise de crédito der positivo, o dinheiro entra na conta do cliente em até um dia útil.

Comodidade

O atendimento 100% online das fintechs facilita a vida do consumidor que pode fazer uma simulação e pedido de qualquer lugar em poucos minutos. Apesar de o foco ser virtual, na Geru o contato humano é valorizado. Por isso, atendentes ficam no escritório e falam com os clientes por telefone, e-mail e chat, de forma otimizada e pessoal. Já o atendimento presencial nos bancos e financeiras ainda é desgastante principalmente por conta de filas. Outro ponto a considerar é o poder de persuasão que os gerentes possuem para convencer de que aquele é o melhor negócio para o cliente, algo que não existe nas plataformas online, onde o usuário só terá aquilo que necessitar, com taxas e explicações bastante claras.

Com informações do Banco Central e assessoria de imprensa

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