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Caminhos corporativos para usar a blockchain

A blockchain é uma das tecnologias “queridinhas” da chamada transformação digital. Muito por conta das suas características de segurança, imutabilidade e transparência. Atributos que chamaram a atenção do setor corporativo, especialmente dos bancos, que não tardaram em sair em busca de iniciativas que permitissem a utilização dos padrões da blockchain moldados aos problemas e características de seu mercado.  

O superintendente de produtos da B3, Regio Martins, acredita que as diversas DLTs –Distributed Ledger Technology – como são chamadas as arquiteturas desenvolvidas com base na blockchain, serão construídas dependendo dos problemas que se queira resolver. “A promessa é os setores operarem e terem uma plataforma segura para compartilhamento, capaz de automatizar regras comuns, que representem de forma segura a moeda fiduciária, que solucione o problema de identidade (característico da blockchain original) e garantam compliance.”

Para ter plataformas corporativas de blockchain, o setor bancário tem trabalhado especialmente em consórcios formados para colaborar com o desenvolvimento de redes adequadas às necessidades dessas instituições. É o caso do Hyperledger, desenvolvido em plataforma aberta da Linx Foundation, do qual a IBM faz parte. O líder de blockchain no Brasil da IBM, Carlos Rischioto, concorda que cada rede será construída para atender problemas específicos, mas avalia que a criação de blockchains deve se limitar a sete ou dez. Não mais que isso. “Não existe uma única solução de blockchain que vai resolver tudo. Atualmente, temos 10 projetos no Hyperledger, sendo cinco em plataformas de blockchain. O Fabric e mais quatro.”

O diretor de soluções para clientes da R3, Luiz Jeronymo, falou sobre a Corda, que segundo ele é uma aplicação inspirada em blockchain. Também comentou sobre os requisitos do mercado financeiro para redes de blockchain permissionadas (ou corporativas): privacidade, interoperabilidade e imutabilidade das transações. A Corda, que conta com bancos brasileiros como o Itaú e o Bradesco, grava somente no ledger (ou livro razão) dos participantes e apenas eles podem verificar as transações, o que dá a certeza de que o que um vê é exatamente o que o outro vê. As regras de negociação também são gravadas na blockchain.

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