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Brumadinho: BB e startups de crowdfunding recebem doações

Por Edilma Rodrigues

O Banco do Brasil abriu conta corrente em nome da prefeitura de Brumadinho para receber doações: agência 1669-1, conta 200-3 (SOS Brumadinho), CNPJ 18.363.929/0001-40. O recurso será utilizado para necessidades urgentes da população local afetada pelo rompimento da barragem localizada no município. Outras duas campanhas de arrecadação financeira para ajudar desabrigados, vítimas e familiares da cidade seguem em sites de financiamento coletivo (crowdfunding): na Evoé e na Catarse.

Outra medida emergencial do BB foi o deslocamento de sua agência móvel para reforçar o atendimento aos clientes na cidade. A agência móvel entrou em funcionamento na segunda-feira (28) para reforçar o atendimento oferecido pela agência local, que não foi afetada pelo rompimento da barragem.

O superintendente da instituição em Minas Gerais, Luiz Cláudio Batista, reuniu-se com o prefeito de Brumadinho, Avimar de Melo, para tratar da gestão dos recursos doados. “Ele agradeceu o gesto do banco e disse que o dinheiro será muito bem-vindo para ações emergenciais. De pronto, ele também manifestou que deseja a gestão compartilhada e com a máxima transparência sobre a destinação dos recursos, relata Batista.

A tragédia

A barragem do Feijão, que armazenava resíduos do beneficiamento do minério de ferro da mineradora Vale, rompeu na última sexta-feira (25), em Brumadinho, Minas Gerais. A tragédia causou a perda de centenas de vidas humanas (84 mortos e 276 pessoas desaparecidas, em 30 de janeiro) e um crime ambiental de grandes proporções. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA) a lama (composta por minérios com baixa concentração de ferro, areia e água) pode poluir 300 quilômetros de rios e chegar ao São Francisco, rio que passa por Minas Gerais, e outros quatro Estados brasileiros.

Cerca de 24 mil moradores foram atingidos. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou ao Estadão Conteúdo, que a barragem VI no Córrego do Feijão em Brumadinho (MG), tem volume de 12,7 milhões de metros cúbicos de rejeito de mineração. “A título de comparação, o órgão destacou que no desastre de Mariana (MG), ocorrido em novembro de 2015, o volume era de 50 milhões de metros cúbicos.”

Especialistas dizem que o método de contenção dos rejeitos, chamado de alteamento à montante, utilizado tanto em Brumadinho como em Mariana, é o menos seguro. Nele, a barreira de contenção recebe camadas do próprio material que sobra da mineração feita com água.

Com informações do Estadão Conteúdo, Uol, BBC e assessoria de imprensa

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