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Brasileiros fazem mais de 50% das transações com criptomoedas fora do país, diz BC

| Por Cláudia Mancini | O percentual de transações de brasileiros em plataformas de criptomoedas que não estão no Brasil é de cerca de 50% a 60% do total, estima o Banco Central. É menos dos que os 70% a 75% estimados no mundo. Ainda assim “é muito alto” e a regulação do setor “não deverá zerar esse percentual”, afirmou Antônio Marcos Guimarães, consultor no Departamento de Regulação do Sistema Financeiro da instituição, durante o Febraban Tech 2023.
A estimativa do BC é com base em cruzamento de bases de dados do governo e das empresas. A global é do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgada há alguns meses. O fato de transações com criptomoedas serem online e globais dificulta o controle do segmento. Por isso, nem a regulação do país vai zerar o percentual de 50% a 60%. Essa característica online e global do setor também facilita a vida de quem quer atuar fora da regulação ou em locais onde é mais branda.
Assim, a criação de marcos regulatórios no mundo, como o Brasil está fazendo, pode ter impacto sobre a arbitragem regulatória. Isso acontece quando o investidor movimenta o dinheiro de e para mercados que tenham cenários regulatórios que consideram mais convenientes.

Ativos adequados a brasileiros

Guimarães afirmou ainda que é preciso analisar o perfil do investidor (suitability) para se oferecer um ativo digital. Criptomoedas são, por natureza, investimentos de alto risco. Criptoativos com lastro em títulos financeiros, por exemplo, podem ter o mesmo ou outro nível de risco. Quanto mais tokens o mercado criar, mais diferenças haverá entre eles. Também durante o Febraban Tech, Fabio Araujo, coordenador do projeto do Real Digital no BC, citou o caso de um jovem que estava interessado em investir em derivativos no mercado tradicional. Ficou sabendo do caminho que envolve várias etapas e diferentes instituições. Acabou investindo em criptomoedas e criou uma conta na carteira digital MetaMask.

“Isso tem um componente ruim”, afirmou, que é alguém comprar criptomoedas e até derivativos delas sem entender bem do que se trata. “Tem que resolver a questão da suitability e isso só pode ser feito com educação financeira”, completou Araújo. Para Accioly, “finanças são finanças”, portanto livros sobre o assunto, inclusive “um livro de 1920”, ajudam a educar os investidores sobre o uso do dinheiro.

(Fonte parceira: Blocknews. Leia o artigo na íntegra aqui)

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