Relatório do C6 Bank revela avanço dos bancos digitais entre consumidores de maior poder aquisitivo; Santander mira ultra-ricos
Por Cantarino Brasileiro*
O público mais rico do Brasil está cada vez mais digital na hora de escolher onde colocar o dinheiro. Segundo levantamento encomendado pelo C6 Bank à Ipsos-Ipec, o número de brasileiros das classes A e B que possuem exclusivamente contas em bancos digitais quase dobrou nos últimos três anos, saltando de 9%, em 2022, para 17% em 2025.
Segundo o site Valor Investe, a pesquisa ouviu 2 mil pessoas com mais de 16 anos, entre os dias 27 de maio e 9 de junho deste ano, abrangendo consumidores das classes A, B e C de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
A maior parte dos entrevistados (59%) afirmou manter contas em bancos tradicionais e digitais. O comportamento varia conforme a idade: na faixa de 25 a 34 anos, 65% têm conta nos dois tipos de banco, enquanto entre os que têm 60 anos ou mais, o índice cai para 50%. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, 52% adotam o modelo híbrido, 31% optam só por digitais, e apenas 14% mantêm conta apenas em bancos tradicionais.
A preferência pelas instituições digitais não é apenas uma tendência momentânea: 69% dos participantes afirmaram que consideram começar ou continuar usando contas digitais nos próximos três anos — entre os jovens de 16 a 24 anos, o número chega a 77%.
O conforto com a gestão digital das finanças também se mostrou alto: 70% dos entrevistados disseram se sentir confortáveis em administrar o dinheiro via app ou internet banking, percentual que sobe para 77% entre os que têm entre 25 e 34 anos.
Outro dado que fortalece a atratividade dos bancos digitais é o custo-benefício: 66% dos entrevistados afirmaram que as instituições digitais oferecem mais vantagens em comparação aos bancos tradicionais. Esse número sobe para 71% quando se observa apenas o recorte das classes A e B.
“Os números refletem a busca crescente do brasileiro por conveniência e agilidade”, analisou Gustavo Torres, chefe de inovação e experiência do usuário do C6 Bank.
A pesquisa também revelou que 43% dos respondentes são investidores, e entre eles, 53% aplicam exclusivamente por meio de bancos ou plataformas digitais sem agências físicas.
Enquanto o mercado digital avança, o Santander aposta no extremo oposto da pirâmide. De olho nos brasileiros com patrimônio superior a R$ 80 milhões, o banco reformulou sua área de family office — que agora será modelo global da instituição para o atendimento aos clientes Ultra High Net Worth.
Com quatro anos de atuação no Brasil e cerca de 20 famílias atendidas, o serviço foi redesenhado para oferecer a mesma experiência e portfólio oferecidos aos clientes mais sofisticados de outros países, segundo Vitor Ohtsuki, sócio-diretor do Santander Private Banking.
“O cliente brasileiro terá a mesma experiência, produtos e visão de portfólio que qualquer cliente em outras geografias”, explicou.
No país, o serviço estará disponível para quem tem pelo menos R$ 100 milhões em liquidez e, em breve, contará também com modelo de gestão discricionária. A cobrança será tradicional: consolidação de carteiras e fee fixo. A estratégia reforça o foco do banco espanhol em expandir sua presença entre os ultra-ricos, diante da crescente digitalização das demais faixas de renda.
*Escrito com IA generativa