Pesquisa da ABBAAS com o Instituto Locomotiva revela que 78% dos brasileiros veem a tecnologia como aliada no uso de serviços financeiros
Por Cantarino Brasileiro*
A relação do brasileiro com o sistema financeiro mudou — e para melhor. É o que mostrou uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Banking as a Service (ABBAAS), em parceria com o Instituto Locomotiva. O levantamento apontou que 78% dos entrevistados acreditam que a digitalização melhorou sua experiência com os serviços financeiros.
De acordo com o Valor Econômico, a principal vantagem percebida foi a agilidade: a maioria relatou conseguir resolver tudo pelo aplicativo, sem enfrentar filas ou burocracia. As regiões Nordeste (61%) e Sudeste (59%) lideraram entre os que mais sentiram os benefícios das soluções digitais.
O crédito, cada vez mais fora dos bancos, também refletiu essa transformação. Segundo o estudo, 78% dos participantes concordaram que o crédito se tornou mais acessível com o avanço das novas ferramentas. Cartões oferecidos por lojas, fintechs e outras empresas não bancárias já se tornaram mais fáceis de conseguir do que em instituições tradicionais.
O consumidor brasileiro já se familiarizou com formas práticas de financiamento — como crediários, programas de fidelidade e cashback —, muitos deles viabilizados por meio do Banking as a Service (BaaS), mesmo que o termo ainda seja pouco conhecido. Apenas 14% afirmaram entender bem o conceito, mas seis em cada dez já utilizaram algum serviço baseado em BaaS.
A pesquisa também revelou uma visão crítica em relação à concentração bancária. Para 79% dos entrevistados, o governo deveria incentivar a concorrência, permitindo que outras empresas oferecessem serviços financeiros. Essa abertura é vista como forma de reduzir custos, facilitar o acesso ao crédito e ampliar as opções para os consumidores.
Marcelo Schucman, diretor da ABBAAS, destacou o papel do Banco Central na construção desse novo cenário. “Desde 2013, com a abertura do mercado de adquirência, o ambiente se tornou mais competitivo e inclusivo”, explicou. Segundo ele, a regulamentação clara trouxe segurança jurídica, atraiu novos players e incentivou a inovação. “Hoje temos um ecossistema mais favorável tanto para empresas quanto para usuários”, completou.
Na prática, o BaaS funciona quando empresas que não são bancos oferecem serviços financeiros apoiadas na tecnologia de instituições reguladas. Exemplos incluem lojas com crédito próprio, aplicativos com carteiras digitais e programas de fidelidade com benefícios financeiros.
Para 82% dos entrevistados, o consumidor tem o direito de escolher serviços financeiros fora dos grandes bancos, o que pressiona o mercado a inovar e melhorar a experiência dos usuários. “Essa é uma transformação sem volta”, defendeu Schucman.
A ABBAAS acredita que o avanço do BaaS no país está apenas começando. A associação já discute com o governo temas como segurança digital, combate a fraudes e os impactos da reforma tributária sobre o setor de fintechs — preparando o terreno para uma nova fase de inclusão financeira no Brasil.
*Escrito com IA Generativa