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Brasil terá centro de Inteligência Artificial

A unidade, montada em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), vai receber investimento de US$ 20 milhões em 10 anos. Metade desses recursos serão divididos igualmente entre IBM e Fapesp e a outra parte virá de uma ou mais universidades que se juntarem em consórcio para participar da iniciativa. A chamada para seleção será publicada essa semana e a expectativa é anunciar o vencedor em setembro.

O centro no Brasil se dedicará a estudos nas áreas de recursos naturais, meio ambiente, finanças, saúde e agronegócio, segundo Ulisses Mello, diretor de centro de pesquisa da IBM no Brasil. De acordo com Mello, os trabalhos estarão concentrados na chamada pesquisa de base (criação de conhecimento sem aplicação comercial imediata), mas também haverá aplicada (voltada a resolver problemas específicos de empresas)

O centro se integrará a uma rede criada pela IBM batizada de AI Horizons Network. Hoje, são entre 15 e 20 unidades, sendo apenas uma fora dos Estados Unidos, na Índia. Para o avanço continuar não dá para ser só dentro das paredes da empresa. Precisamos investir na construção de ecossistemas, disse Ana Paula Assis, gerente geral da IBM para América Latina.

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento em IA têm crescido nos últimos anos. Na IBM, um terço do que é aplicado em pesquisa e desenvolvimento – foram US$ 5,4 bilhões em 2018 – é direcionado a essa área.

Mas o tema também se tornou uma questão estratégica para governos. Em 2017 a China anunciou planos de se tornar a líder na tecnologia até 2030, criando um mercado de US$ 150 bilhões no país. Ontem, o presidente americano assinou uma ordem executiva batizada de American AI Initiative, que tem como objetivo dar mais entendimento aos trabalhadores do país sobre o assunto, melhorar o acesso a serviços de computação em nuvem e dados necessários à construção de sistemas de IA e a colaboração com outros países.

De acordo com Ana Paula, os países precisam fazer investimentos dentro das áreas que são consideradas estratégicas para seu desenvolvimento. Ela citou como exemplo o investimento feito pela empresa no laboratório de pesquisa no Brasil em 2010, que foi montado com foco nas áreas de recursos naturais. Entender a vocação, a matriz estratégica de negócios impulsiona a ter resultados de mais curto prazo, disse.

Fonte: Valor Econômico

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