Resultados operacionais mostram avanço na rentabilidade e reforçam otimismo de investidores com plano de transformação
O mercado financeiro reagiu à divulgação dos resultados operacionais do Bradesco referentes ao segundo trimestre de 2026. O banco reportou um lucro líquido recorrente de R$ 7,05 bilhões, montante que representa um crescimento de 16,2% na comparação com o mesmo período de 2025 e uma elevação de 3,5% em relação ao primeiro trimestre deste ano. O resultado veio levemente acima do consenso do mercado e marcou o décimo trimestre consecutivo de expansão no lucro da instituição.
O desempenho refletiu a evolução do plano de transformação do banco, impulsionado pela expansão da carteira de crédito e pela rentabilidade medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), que alcançou 16,2% no encerramento de junho — ante os 14,6% registrados um ano antes e os 15,8% do primeiro trimestre.
Margem financeira e receitas operacionais
A margem financeira bruta do Bradesco atingiu R$ 20,8 bilhões no trimestre, avançando 15,7% em relação ao segundo trimestre de 2025. O avanço foi sustentado pelo maior volume médio de crédito e pela melhora nos spreads das operações. Na base líquida, descontadas as despesas com provisões, a margem financeira ficou em R$ 10,88 bilhões, crescimento anual de 9,9%.
A margem com clientes somou R$ 20,2 bilhões (alta anual de 13,8%), enquanto a margem com mercado, vinda das operações de tesouraria, totalizou R$ 673 milhões — mais que o dobro dos R$ 288 milhões apurados em igual período do ano passado. As receitas com prestação de serviços somaram R$ 10,4 bilhões no trimestre, representando uma variação positiva de 1,7% em 12 meses.
Carteira de crédito, inadimplência e provisões
A carteira de crédito expandida do Bradesco fechou o segundo trimestre em R$ 1,14 trilhão, registrando alta de 11,6% na comparação anual e avanço de 4,3% frente ao trimestre anterior:
- Pessoas Físicas: Saldo de R$ 479,7 bilhões, crescimento anual de 8,4%;
- Pequenas e Médias Empresas: Saldo de R$ 267 bilhões, avanço anual de 16,1%;
- Grandes Empresas: Saldo de R$ 389 bilhões, expansão de 12,7% na comparação com o 2T25.
Apesar da expansão nos volumes, a qualidade dos ativos continuou sob monitoramento dos analistas. A taxa de inadimplência acima de 90 dias oscilou positivamente 0,1 ponto percentual no trimestre, atingindo 4,3%. A despesa com Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) avançou 22,6% em 12 meses, somando R$ 9,9 bilhões no período, movimento atribuído pelo banco à gestão de risco cautelosa diante do cenário econômico global e doméstico.