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Pesquisa mapeia rotas dos investidores de startups no Brasil


Por Edilma Rodrigues

Para entender o comportamento dos investidores de startups em 2020, frente às mudanças do “novo normal”, a Comunidade Anjos e VCs da Jupter fez uma pesquisa inédita contendo o Mapa e as Rotas de Investidores de Startups no Brasil. A pesquisa da Jupter, plataforma para encontrar, financiar e lançar as startups que constroem o futuro, foi feita com 128 players, que responderam um questionário com perguntas de múltipla escolha. 

Realizada entre os janeiro e dezembro de 2020, o objetivo do estudo foi mapear os players da Comunidade de Investidores Anjos & VCs, para identificar onde investem. E de que forma as startups captam recursos, incluindo os investimentos mínimos, médios e máximos, organizados por rodadas de preferência e divididos em grupos de aceleração, grupos de Anjos, Pré-Seed, Seed, Series A, Series B, Private Equity, Family Offices e Corporate Venture Capital.

Quase 90% dos investidores estão ativos para investir

O Mapa revelou que 88,3% dos investidores estão ativos para aplicar capital em novas startups; 70,3% investem e geram portfólio; 28,9% estão em processo de estruturação de novos fundos. E 13,3% estão ativos para novos investimentos, contra 16,4% que estão desinvestindo e 1,6% inativos para novos investimentos. “São 37 novos fundos de investimentos sendo estruturados hoje no país, fato que deverá transformar o ambiente competitivo brasileiro,” informa a Jupter em nota.

Segundo o líder da pesquisa e cofundador da Jupter, Bruno Dequech Ceschin, nos últimos anos, o número de investidores cresceu, antes eram cinco mil e hoje são mais de oito mil pessoas. “Proporcionalmente ao tamanho do nosso PIB e da nossa população, eles ainda são raros no Brasil. Todos os dias melhoramos este relatório, todos os dias existem dados novos. É muito bom ver que o Brasil tem um ecossistema super dinâmico de investidores e a gente foi capaz de agir muito rápido na crise deste ano”, afirma Ceschin.

Outro dado relevante do relatório é sobre o estágio de preferência que estes investidores optam na hora de aplicar recursos para as startups: 39,8% responderam que iniciam na rodada seed – que gera fundos para apoiar o desenvolvimento e a validação de produto e mercado da empresa; 15,6% em pré-seed; 14,8% em Series A; 12,5% em rodadas anjo e 11,7% em aceleração. 

De onde vem o dinheiro

A pesquisa também revelou que, atualmente, a fonte de recursos dos investimentos nas startups são de 71,7% dos proprietários, 47,5% de Family Offices e 30% de corporações. De acordo com a Jupter, isso demonstra o protagonismo do setor privado brasileiro e o grande apetite a risco das pessoas, famílias e empresas brasileiras.

“Uma das tendências de investimentos para os próximos meses é que os investidores especialistas ganhem mais espaço, amadurecendo o mercado, com financiamento de startups de segmentos específicos, como fintechs, agtechs, educação, construção civil e mercado imobiliário, healthtech, entre outros. O Brasil tem pelo menos R$ 5 bilhões declarados pelos nossos investidores que estão comprometidos e em busca de oportunidades para serem investidos em novas startups”, explica Ceschin.

Possíveis rotas dos investimentos

Sobre as Rotas de Investimentos de Startups em 2020, o relatório traçou os possíveis caminhos de financiamento para uma startup captar recursos, que pode iniciar em aceleradoras, grupos de investidores anjo, Seed, Pré-Seed, Series A, Series B, entre outros, conforme mapa destacado abaixo. “Não tem um caminho único e cada vez eu vejo menos startups seguir o mesmo caminho. Ela pode começar a vida dela de financiamento com uma aceleradora e ir para um grupo anjo ou Pré-Seed, por exemplo. Não tem um caminho linear, mas na realidade é o menos linear possível”, complementa Ceschin.

Para consultar a pesquisa completa com o Mapa e a Rota de Investidores de startups no Brasil em 2020, clique no link

Com informações da assessoria de imprensa


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