Open banking x open finance: entenda os conceitos e desafios

Open banking x open finance: entenda os conceitos e desafios

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Praticamente todo mundo já ouviu falar nos termos open banking e open finance, que irão revolucionar a relação entre bancos e instituições financeiras com os clientes. Atualmente, o modelo de compartilhamento de dados está na segunda fase de implementação — a previsão é de que a quarta e última seja concluída em 25 de outubro de 2021.

O que nem todos sabem, no entanto, é quais são as diferenças entre open banking e open finance, os desafios para a implementação e como superá-los. É isso o que vamos explicar agora.

As diferenças entre open banking e open finance

O open banking nasceu com a premissa de dar mais competitividade ao mercado bancário. Ao obrigar os bancos e instituições bancárias a abrir seus dados financeiros (com a anuência dos clientes), o sistema permite que outros modelos de negócio ofereçam produtos e serviços.

Já o conceito de open finance é mais amplo e vai além dos produtos bancários. Ele permite que corretoras de seguros, companhias de câmbio, investimentos e fundos de previdência, por exemplo, ampliem seu escopo desde que obedeçam a regulações pré-estabelecidas.

De maneira resumida, enquanto o open banking muda o sistema bancário e impacta bancos e fintechs, o open finance amplia toda a mudança para o sistema financeiro, com fluxo de dados entre as empresas

A importância do open finance e os desafios

A implementação do open banking e do open finance dará aos clientes mais autonomia e liberdade para fazer suas escolhas. A transparência de dados possibilitará que os consumidores comparem os serviços e tenham em mãos todas as informações de que precisam.

Além disso, com a competição acirrada entre as instituições, é natural que o preço dos produtos e serviços caia. O sistema conectado como um todo abrirá vantagem competitiva às fintechs para atrair novos clientes. Isso porque, como será mais barato operar com o open finance, será possível trabalhar com tarifas menores.

Mas tudo que promete revolucionar um mercado vem cercado de desafios. Entres os principais, estão:

1) Cronograma “agressivo”

Na primeira fase, as instituições tiveram que disponibilizar informações sobre canais de atendimento, produtos e serviços que oferecem. Agora, na segunda fase, que vai até 31 de maio, consta o compartilhamento de dados de cadastro e de transações (desde que autorizado pelo usuário) relativos a produtos e serviços divulgados na 1ª fase, que foram feitos por clientes e representantes.

A terceira fase prevê o compartilhamento do serviço de iniciação de transação de pagamentos entre instituições participantes, com encaminhamento de propostas de operações de crédito. Por último, a quarta fase — de 30 de agosto a 25 de outubro — amplia o leque para operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência.

2) Infraestrutura precária

Ao considerar um país em que 70 milhões de pessoas não possuem acesso à internet — ou ele é precário —, a rede de transmissão de dados se torna deficiente. A inclusão digital é determinante para o sucesso do projeto de compartilhamento de dados.

3) Preocupação com fraudes

Crimes cometidos em espaços virtuais têm tido aumento exponencial no mundo todo. Esses incidentes, que estão ficando cada vez mais sofisticados, dificultam a ação dos órgãos responsáveis e geram prejuízos.

4) Falta de regulamentação jurídica

Não há legislações específicas que regulamentem o modelo no país, então as instituições precisam estabelecer regras e padrões aplicáveis.

A implementação do open banking — e do open finance — passa pela superação de desafios internos, como a inclusão digital, a criação de tecnologias antifraude e de uma regulamentação jurídica.

Mas, diante da importância do modelo de compartilhamento de dados, cabe às instituições bancárias e financeiras desenvolver propostas inovadoras para estar na vanguarda e garantir que o sistema é seguro e competitivo.

Premiação identifica iniciativas no open finance

Identificar essas iniciativas que facilitam o acesso, o aprimoramento dos produtos e serviços e a inclusão financeira — bem como incentivá-las — é de suma importância. Por isso a Cantarino Brasileiro criou o Open Finance Awards, prêmio que vem para suprir uma lacuna no setor financeiro neste momento de evolução.

Ele vem para dar luz e premiar startups e empresas que possuem modelos inclusivos — bem como evidenciar a importância do recém-implantado open banking e open finance. 
Na premiação da Cantarino Brasileiro todos terão o mesmo espaço e a chance de ganhar mais exposição — independentemente do momento em que estejam, do seu tamanho e maturidade. São 7 as categorias e as inscrições já estão abertas. Para inscrever seu case, acesse o site do Open Finance Awards!


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