Mercado de pagamento continua agitado: Linx lança Merci para clientes do varejo e EBANX testa cartão para o consumidor final


Por Edilma Rodrigues 

Quem acompanha o mercado de serviços bancários e financeiros tem visto empresas de vários segmentos apostarem no setor, especialmente de pagamentos. Esta semana, o EBANX lançou em caráter experimental sua conta de pagamentos com cartão físico e virtual para consumidores brasileiros, por meio da sua nova empresa de pagamentos locais, o EBANX Pagamentos Ltda. O produto marca a entrada da empresa, que nasceu B2B e atingiu o status de unicórnio em outubro do ano passado, no segmento de produtos voltados para o consumidor final.

Inicialmente, a solução, que tem lista de espera e deve ser lançada em definitivo no início do segundo semestre de 2020, foi oferecida por convite a 10 mil consumidores, como resultado de uma parceria do EBANX Pagamentos com a Visa do Brasil e com a Dock, do Grupo Conductor.

Também por meio de uma parceria com a Conductor, a Linx, especialista em tecnologia para o varejo, oferece aos varejistas que usam automações Linx nova opção de pagamento para seus consumidores a partir de janeiro. “A Conductor criou a Merci, carteira digital que permite aos usuários de cartões de loja do tipo private label (que, até então, só podiam ser utilizados nos próprios estabelecimentos emissores) aproveitarem o crédito disponibilizado em outras lojas. Agora, a carteira digital da Conductor passa a integrar o hub de wallets QR Linx. Com a tecnologia, o varejista deixa à mostra, em seu caixa, apenas um QR Code, que poderá ser pago em diferentes plataformas – além da Merci, Mercado Pago, Ame e PicPay,” informa as companhias em nota.

O momento contribui para escalar a aceitação do QR Code, tecnologia de pagamento instantâneo que está transformando a indústria, uma vez que reduz o número de intermediários e os custos das transações. “Essa parceria foi criada para suprir uma série de necessidades do mercado e faz parte do compromisso das duas empresas em desenvolver soluções inovadoras que facilitam a rotina do varejista e seus clientes”, explica o vice-presidente da Linx Pay Hub, Denis Piovezan.

BC autoriza 20ª instituição de pagamento

A fintech curitibana Juno acaba se tornar uma instituição de pagamentos autorizada pelo Banco Central (BC). A empresa deu entrada no pedido de autorização em março de 2019, após ter atingido o valor de R$ 500 milhões transacionados em 12 meses, marca que é necessária para que o BC passe a atuar como fiscalizador das Instituições de Pagamento. De acordo com nota divulgada à imprensa, apenas outras 19 companhias do país contam com essa chancela, que depende de uma avaliação criteriosa e é regulada por meio de Resoluções e Circulares. A autorização concedida aumenta as expectativas da startup em relação aos resultados de 2020.

A exemplo de outras organizações, a aposta nos serviços de pagamento parece se alastrar de forma consistente no País. Em agosto de 2019, o Peixe Urbano lançou a carteira digital Peixe Pay, que permite pagamentos com QR Code em estabelecimentos credenciados. Em parceria com o sistema de celular dos Correios, a conta digital Surf Pay é uma iniciativa que busca atingir uma grande parcela do público brasileiro que deseja ter mais autonomia em saques e depósitos. E o Uzzipay, da startup brasileira de mesmo nome, é um banco digital que visa contribuir para a conservação dos biomas nacionais. 

Pagamentos é a aposta de grandes nomes do varejo

Mas é no varejo que a aposta tem sido mais visível. A Pernambucanas foi uma das primeiras a lançar uma conta digital entre as empresas desse segmento. O investimento inicial teve como precursor a financeira do grupo, a fintech Pefisa Pernambucanas. Assim como outros sistemas varejistas, os clientes filiados à conta podem solicitar o suporte presencial em qualquer loja da marca. 

Lançada em janeiro deste ano, a MovilePay conta com mais de 10 mil restaurantes parceiros que utilizam o QR Code do iFood como forma de pagamento, além de bancas de jornal espalhadas pela cidade de São Paulo, supermercados, postos de gasolina e salões de beleza. 

A cereja do bolo foi a Casas Bahia que, em parceria com a Via Varejo, lançou o banQui, banco digital com todas as funcionalidades oferecidas pelas demais instituições financeiras. Segunda a marca, as unidades de lojas funcionam como pontos de atendimento para os seus clientes, que podem fazer solicitações tanto pelo aplicativo quanto fisicamente.

A introdução de diferentes modelos financeiros no mercado evidencia uma necessidade de atingir públicos de forma cada vez mais segmentada, chamados de acordo com a BTX, de “love brand”. “As pessoas desejam ter liberdade para escolher a instituição que melhor se adeque às suas necessidades individuais, tendo um grande arsenal de opções ao seu dispor”, afirma o sócio da BTX Digital, Rafael Pimenta. 

Com informações das assessorias de imprensa


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