Inclusão é o nome do jogo. E os bancos digitais estão ganhando

Inclusão é o nome do jogo. E os bancos digitais estão ganhando


Ao atuar como grande indutor das transformações recentes na indústria financeira do país, o Banco Central tem deixado claro que um dos principais objetivos das novas regulações sempre foi a inclusão financeira. Dessa forma, a julgar pelo desempenho dos bancos digitais, é possível concluir que a estratégia está sendo bem-sucedida antes mesmo da implementação do open banking, ou open finance, como muitos preferem.

A pesquisa “A Experiência dos Clientes dos Bancos no Brasil 2021”, em sua 4a edição, realizada pela Cantarino Brasileiro, em parceria com a Akamai Technologies, oferece importantes elementos para essa compreensão. Um deles se refere ao fato de que esse tipo de instituição tem conseguido incluir mais clientes com baixa escolaridade (13,8%) que os bancos tradicionais (8,7%). Além disso, os novos entrantes atraem mais clientes da classe C (51,2%) que seus concorrentes (47,2%) e as carteiras de usuários de seus serviços ainda se encontram mais bem distribuídas por região que as das marcas mais conhecidas.

Outro indício importante é o fato de que os neobanks estão funcionando como as portas escolhidas pelos jovens para a entrada no mundo formal das finanças. O trabalho revelou que 61% dos clientes entre 20 e 39 anos preferem os bancos digitais contra 48% daqueles que escolhem um player tradicional. Quando a abordagem é feita com o público entre 40 e 59 anos, a relação se inverte, com a vantagem para os chamados “bancões” sendo de 35% contra 18% dos digitais.

Tais revelações mostram que os bancos digitais estão cumprindo seu papel no que se refere à promoção da inclusão financeira. É inegável que a pandemia, apesar de seus prejuízos incalculáveis para o país em diversas questões sociais, acabou sendo um fator de aceleração na digitalização dos serviços e consequentemente na transformação digital e, por fim, na inclusão social.

Mas, acima de tudo, quando se fala em inclusão financeira, a questão primordial atende pelo nome de “taxas”. Nesse aspecto, os bancos digitais foram, e continuam sendo, imbatíveis com suas estratégias inovadoras de extinção e diminuição.

A pesquisa revelou que agora esses novos entrantes estão diante de dois desafios principais. Um deles é a integração entre os canais de atendimento. É que o relacionamento iniciado numa consulta por meio do call center, por exemplo, possa ter continuidade sem perder a fluidez no internet banking.

O outro desafio é conquistar uma relação saudável no que se refere ao faturamento. Mas esses pontos parecem já estar na mira dos bancos digitais. Parcerias de todo tipo estão sendo anunciadas a cada dia com o objetivo de transformar essas instituições em verdadeiros marketplaces de produtos e serviços, não só financeiros, mas para apresentar soluções para as mais diversas necessidades do dia a dia das pessoas.

Como cereja do bolo, eles ainda estão associando suas marcas a celebridades com poder de incluir multidões. Com Gisele Bündchen no C6 Bank, Luciano Hulk no BTG e Anita no Nubank, parece que os times dos bancos digitais estão escalados com o que têm de melhor para seguir incluindo.

Imaginem como será no open banking!

Marcos Cantarino

Artigo publicado no informativo CB – BANCOS DIGITAIS disponível para download AQUI.

Insights CB – Edição nº 05

EditorialDo conceito ESG, agora o foco é a letra S, de social
Insight 1Bancos digitais incluem mais clientes da classe C e jovens
Insight 2Senior Savings traz educação financeira à terceira idade
Insight 3Prêmio Banking Transformation incentiva soluções de inclusão financeira
Insight 4Banco Central lista apps de bancos com recursos de acessibilidade
Insight 5Bancos voltados para a minoria despontam no Brasil
Ponto de VistaInclusão é o nome do jogo. E os bancos digitais estão ganhando


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