Contas digitais caem no gosto dos brasileiros

Contas digitais caem no gosto dos brasileiros


Por Edilma Rodrigues

O total de contas digitais abertas por brasileiros, em startups financeiras e instituições bancárias, registra crescimento. O estudo “A Revolução dos Bancos Digitais 2020”, da boostLab, programa de potencialização de startups e hub de negócios para empresas tech do BTG Pactual, feito em parceria com a ACE, informa que o número de bancos digitais no Brasil cresceu 147% entre 2017 e 2018.

Esta semana duas fintechs divulgaram o volume de clientes em suas bases. O C6 Bank informou ter alcançado 1 milhão de correntistas e o Nubank, 20 milhões. A primeira lançou oficialmente sua conta em agosto do ano passado. A NuConta existe desde outubro de 2017. 

Muito desse resultado positivo se deve à facilidade de abrir uma conta digital em startups; à redução ou isenção de tarifas, às análises diferenciadas para concessão de crédito entre outros atrativos. De acordo com o Índice de Adoção Global FinTech EY 2019, 27% dos entrevistados classificaram os preços como sua principal prioridade ao escolher serviços de fintechs e 20% apontaram a facilidade de abrir uma conta.

No entanto, o incremento de usuários do formato digital de conta não é exclusividade de fintechs. Em 10 de janeiro, noticiamos que o Banco do Brasil ultrapassou a marca de 1,1 milhão de novas contas correntes digitais pessoa física em 2019, com sua Conta Fácil, criada em 2016. 

A Superdigital, banco digital do Santander, contabiliza 1,9 milhão de contas abertas no total, com 1,3 milhão de clientes que já transacionaram ao menos uma vez e 500 mil considerados realmente ativos (que transacionaram ao menos uma vez nos últimos três meses). Este ano, a expectativa da Superdigital é crescer perto de 50% sua base de clientes.

O Next, banco digital do Bradesco que deve iniciar operação solo ainda no primeiro trimestre de 2020, somava 1,4 milhão de clientes no terceiro trimestre de 2019. A divulgação dos resultados do quarto tri está prevista para 4 de fevereiro. 

Na semana passada, outro banco digital, o Inter, anunciou a conquista de 807 mil novos contas em 2019, o que equivale a 13 mil por dia útil. A instituição encerrou o ano com 4,1 milhões correntistas. E o Banco Original, do grupo J&F dono da Friboi, atingiu três milhões de contas digitais.

Bancões ainda dominam em tamanho e confiança

A pesquisa anual de Tecnologia Bancária 2019, da Federação Brasileira de Bancos – Febraban, reporta que, em 2018 os cinco maiores bancos do país, responderam por 81,2% dos ativos totais do segmento bancário comercial.

E o estudo da boostLab aponta que os bancos tradicionais ainda dominam o mercado, tanto em tamanho, quanto em confiança. 63% têm como primeira opção tais bancos na hora de confiar seus dados financeiros, enquanto 12% preferem os bancos digitais. Apesar disso, os players digitais vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado. 

“Os bancos digitais se destacam pela facilidade no processo de abertura de contas, maior escalabilidade e, principalmente, por suprir necessidades, até então, não oferecidas pelos bancos tradicionais. Eles atraem clientes principalmente por oferecerem economia com taxas de manutenção de contas, como apontado por 53,7% dos que já adotaram contas digitais,” informa o relatório do estudo.


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