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60% das empresas brasileiras estão imaturas na conformidade com a LGPD


Por Edilma Rodrigues

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) está prestes a entrar vigor, após o Senado derrubar o art. 4º da medida provisória 959/20, sobre o adiamento da entrada em vigor da LGPD para maio de 2021. A Lei aguarda a sanção presidencial, que pode acontecer a qualquer momento. Mesmo diante disso, o tema, segundo o sócio-líder da consultoria Ernst & Young para cybersecurity, Marcos Sêmola, ainda não é priorizado entre as companhias brasileiras.

Sêmola cita os dados do “Diagnóstico LGPD” – ferramenta de avaliação para saber o nível de adequação aos requisitos e exigências da LGPD, desenvolvida pela ABES em parceria com a EY: “Mais de 60% das empresas analisadas possuíam baixo grau de maturidade na conformidade com a nova lei. O dado é ainda mais preocupante ao passo que as empresas respondentes da pesquisa são aquelas que já estão à frente da maioria do mercado neste tema.”

Segundo o executivo, este é o momento de sensibilizar os líderes empresariais para um plano de ação acerca da lei porque nem dois anos ou mesmo o dobro deste tempo serão suficientes para empresas que não colocarem a privacidade de dados como prioridade. 

O Objetivo do Diagnóstico LGPD é educar e auxiliar empresas de todos os portes, especialmente aquelas que não contam com muitos recursos para amplos projetos, a verificarem o seu nível de adequação à LGPD, comparando-as com a média nacional, ou a média de sua indústria, porte empresarial e estado.

Esse levantamento foi feito com mais de 1.480 empresas de setores como tecnologia, agronegócio, finanças e manufatura. As empresas respondem, anonimamente e online, a um questionário com 61 perguntas que abrangem tratamento de dados pessoais, direitos dos titulares, transferência internacional dos dados, deveres do controlador e do operador, aspectos jurídicos e incidentes, entre outros. 

Com isso, as empresas obtêm acesso ao seu índice de conformidade e a um guia customizado com recomendações do que deve ser feito para que o índice aumente e, consequentemente, para que haja uma redução de risco e exposição.

 “Tomar conhecimento dos riscos integrados de privacidade é o primeiro passo para apoiar decisões de negócio alinhadas aos interesses de perseverar e construir confiança,” finaliza Sêmola.


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