59% dos usuários de bancos digitais têm até 29 anos


Por Edilma Rodrigues

A Cantarino Brasileiro, especializada em marketing e relacionamento para o setor financeiro, fez uma pesquisa com 1.004 brasileiros de todas as regiões do País para conhecer o perfil de quem usa bancos digitais e os motivos dos que não usam a modalidade. O levantamento mostrou que 59% dos usuários de bancos digitais têm até 29 anos, enquanto 35% nessa mesma faixa etária são usuários de bancos tradicionais. O dado confirma que a migração para os serviços digitais é mais evidente quanto mais jovem é o usuário.

O estudo constatou que metade dos entrevistados usa exclusivamente bancos tradicionais e a outra metade também usa bancos digitais, sendo, neste caso, classificados como “usuário de banco digital”. Apenas 6% têm conta somete em banco digital; 44% têm conta em ambos e 50% apenas em bancos tradicionais.

Outra informação que pode contribuir com o planejamento de serviços digitais para bancos, é a lista de critérios que os usuários levam em consideração na hora de escolher um banco. De forma geral, incluindo ambos os tipos de banco, a taxa/economia é o principal critério para a maior parte: 56%. No digital, é decisivo para 61% das pessoas e no tradicional para 50%.

A pesquisa mostrou também que grande parte dos usuários de bancos tradicionais (54%) tem interesse em abrir uma conta digital; 23% deles são indiferentes aos bancos digitais, e 23% não utilizariam contas digitais de forma alguma.

A preocupação com a segurança

Tanto para os usuários dos bancos digitais quanto para aqueles que não adotaram a tecnologia ainda, o principal item considerado negativo em relação a bancos digitais é a segurança (25%). Em segundo lugar ficou a falta de uma agência física (26%). A segurança, para usuários de bancos tradicionais, também é apontada como defeito do modelo digital para 37% deles.

Além disso, o que não pode faltar em contas digitais, segundo o estudo, é novamente a segurança (65%). Depois, aparece a disponibilidade 24/7

(44%), e em terceiro lugar a velocidade (41%), o que demonstra a importância do desempenho e do acesso permanente.

Outros critérios na busca por um banco

Os critérios considerados na busca por um banco foram: acessar a qualquer hora (52% de usuários de bancos digitais e 36% dos de bancos tradicionais); transparência (43% digitais e 35% tradicionais) e facilidade de acesso (26% dos digitais e 33% dos tradicionais). Sobre a facilidade de acesso, o maior número de usuários de bancos tradicionais que os de digitais se nota porque ao confiar em unidades físicas do banco, ter agências e caixas eletrônicos próximos é determinante.

Pontos negativos

Para usuários de bancos tradicionais

Entre os pontos negativos de um banco digital, 38% dos usuários de bancos tradicionais citam a dificuldade de acesso, 37% consideram a falta de segurança, 27% sentem falta do contato presencial, 21% gostariam de ter uma agência física e 20% não veem problema algum nos bancos digitais.

Para usuários de bancos digitais

Entre os usuários de contas digitais, 21% citam como problema a dificuldade de acesso, 12% falam a falta de segurança, 15% gostariam de mais contato presencial, 20% sentem falta de agências físicas, e 45% dos usuários não veem problemas.

50% conheceram bancos digitais por meio de redes sociais

A força das redes sociais também aparece na pesquisa. 50% dos entrevistados conheceram bancos digitais por meio delas. A segunda forma de contato com essas instituições foi por indicação de terceiros, 33%. A Cantarino Brasileiro informa que quando a pergunta se refere a como o usuário conheceu o banco digital, há três pontos que devem também ser entendidos: pontos negativos, itens fundamentais e motivos para churn (métrica sobre o percentual de clientes que deixam o serviço).


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