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Blockchain Research Institute desembarca na Índia

Modelo de expansão nasceu da experiência do BRI Brasil, que avança com parcerias importantes com o Governo do Estado de São Paulo e a Fundação Getúlio Vargas

Após iniciar oficialmente suas operações no Brasil, no mês passado, o Blockchain Research Institute – BRI – desembarcou na Índia, na última quarta-feira (20). A associação indiana National Association of Software and Services Companies (Nasscom) assinou Memorandum of Understanding (MoU), ou memorando de entendimento, com o BRI Canadá. O objetivo é desenvolver um conjunto de habilidades para adoção e implantação da blockchain no país asiático.

O Brasil foi o primeiro país no qual o instituto oficializou sua presença, mas Carl Amorim já representava a entidade por aqui, desde meados de 2017. O BRI Internacional conta com representantes na Alemanha, Itália, Espanha, Portugal e Suíça. Amorim explica que todo o modelo de expansão nasceu da experiência do Brasil. “O BRI não tinha nenhum tipo de representação fora do Brasil. O modelo de expansão internacional está seguindo o que estamos pautando aqui,” assinala. A proposta de expansão internacional é feita pelo BRI Brasil e a criação de BRIs em outros países precisa ter a manifestação dos brasileiros.

O BRI Brasil, capitaneado por Amorim, trabalha no fomento de oportunidades de se trabalhar com a tecnologia blockchain e disseminação de conhecimento sob cinco pilares: desenvolvimento de pesquisa e desenvolvimento local; criação de centro de excelência em blockchain; envolvimento do governo como usuário modelo; interação internacional e para desenvolver educação e mudança cultural

Parcerias importantes à vista

O country manager da BRI Brasil comenta que um dos focos é desenvolver novas parcerias, como com o Governo de São Paulo que, segundo o executivo, deve se tornar membro e trazer, com ele, as universidades estaduais como USP, Unicamp e Unesp.

Outra parceria em andamento é com a Fundação Getúlio Vargas – FGV – que estuda iniciar curso de pós-graduação em blockchain, com seis meses de duração, ainda sem data definida.

Vanguarda de inovação no Brasil

O primeiro livro no mundo feito de forma distribuída, usando a blockchain, com a utilização de criptoativos e produzido de maneira auto-organizada e colaborativa, foi idealizado por Amorim. O projeto começou a ser elaborado em 2016 e “há dois anos o criptoativo [Prósper] já distribuiu, em receita, para os seus possuidores mais de R$ 300 mil,” assinala.

O Prósper financiou a tradução e a edição do livro do Don Tapscott e Alex Tapscott, Blockchain Revolution. A remuneração em token digital, com participação nos resultados, garante aos compradores cópia digital única registrada na blockchain.  “Foi o primeiro ICO – Initial Coin Offer – feito no Brasil”, ressalta Amorim.

Pesquisas do BRI

O BRI internacional possui 75 artigos em fase de produção, sendo que destes, 30 estão publicados. “Os estudos são absolutamente profundos sobre temas, como por exemplo, cadeia de suprimentos. Existe um novo conceito chamado cadeia de ativo, que nasceu no BRI e vamos começar a ouvir falar dele em dois ou três meses, sendo utilizado por grandes indústrias,” explica o country manager do BRI Brasil.

Com menos de um mês de operação oficial no Brasil, o instituto iniciou a pesquisa, com documentação do caso da tradução do livro de Tapscott, utilizando o Prósper. “Esse modelo de organização distribuída autônoma é a única no mundo que ainda está funcionando,” acrescenta Amorim que informa que a BRI Brasil fará o modelo teórico da organização distribuída, como foi organizada e como funciona, e a experiência prática do caso do lançamento do livro por meio de um criptoativo.

Ainda segundo Amorim, o objetivo é levar essas experiências o máximo possível para a sociedade “porque se não fizermos isso, o Brasil vai perder mais uma onda e essa é uma onda quase que definitiva. Nós vamos ficar dependentes de tecnologia de fora ou nós vamos expulsar todos os nossos maiores cérebros para fora, para desenvolverem empresas lá fora,” sentencia.

A expectativa do BRI Brasil é acelerar a adoção da blockchain por empresas, governos e organizações, por meio de uma série de ações de mudança cultural, educação, formação, até o desenvolvimento de pesquisa de casos locais e de projetos que foram desenvolvidos com blockchain e que hoje ainda não estão no mainstream. “Ou seja, não ficou claro que nasceram no Brasil,” finaliza o executivo.

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