Crédito: wikipedia.org

BIS, Banco Mundial, FMI, Hong Kong e Suíça planejam avançar em tokenização e CBDC em 2024

Por Claudia Mancini
O Banco Interamericano de Compensações (BIS) – o “banco central dos BCs” – anunciou que dois projetos ligados a blockchain no sistema financeiro estão entre as suas prioridades deste ano. Um deles, o Projeto Promissa, de tokenização de notas promissórias que servem como recursos para as instituições financeiras multilaterais. O outro tem relação com privacidade em operações com moedas digitais de BCs, algo que o Brasil também está testando na fase atual do real digital.
Todos esses projetos com blockchain têm relação com a demanda do G20, grupo de países que o Brasil está presidindo neste ano, de tornar os bancos multilaterais de desenvolvimento melhores e mais eficazes, disse Cecilia Skingsley, líder do BIS Innovation Hub. Assim, poderão financiar mais projetos nos países.
De acordo com o BIS, o Promissa envolve o Banco Mundial e o Banco Nacional da Suíça. Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI). O projeto prevê uma Prova de Conceito (PoC) de uma plataforma de notas promissórias tokenizadas, que já que em muitos casos, ainda são em papel (Imagem abaixo). É alto o número de notas promissórias e os valores que circulam por meio delas.
Essas notas são recursos que os países membros das organizações multilaterais usam para fazerem pagamentos de subscrição e contribuição a essas instituições. Com blockchain, a ideia é ter uma única “fonte de verdade” para todos os países durante todo o ciclo de vida das notas. Um ponto crucial do projeto é o controle das chamadas notas promissórias pendentes, etapa que passaria a ser digitalizada para ser mais eficiente. Se o projeto der certo, poderia ser estendido para incluir pagamentos e resgates associados às notas pela integração de sistemas de pagamento tokenizados baseados em dinheiro privado ou público.
Um outro projeto envolvendo blockchain é o Aurum, do BIS com Hong Kong, que está entrando na fase de teste de privacidade em pagamentos no varejo com CBDCs.  O objetivo é aprender com conhecimentos da academia e reguladores de privacidade “para avançar no entendimento da privacidade do design de sistemas de CBDC”, disse Cecilia.
Aurum é um projeto de CBDC de varejo com um sistema interbancário de atacado e um sistema de carteira digital de varejo. Assim, envolve tokens de CBDC de intermediação que são uma garantia direta do Banco Central. Além disso, inclui e stablecoins lastreadas pela CBDC no sistema interbancário, garantizadas pelos bancos emissores, com seus ativos de lastro mantidos pelo BC.
O BIS Innovation Hub anunciou outros quatro projetos como prioridade neste ano. O governo digital é uma das prioridades o Brasil escolheu para seu período na presidência do grupo do grupo das 20 maiores economias do mundo. Por isso, abriu processo para contratação de consultores digitais para acessar o governo no G20.

(Fonte: Blocknews, parceiro da Cantarino Brasileiro) 

Compartilhe

Notícias relacionadas

TOP 6
Inteligência Artificial pode contribuir em até 5,4% do PIB da América Latina até 2030
Segundo relatório da Allianz Trade número fica atrás dos Estados Unidos e Canadá, que devem...
TOP 6
Valid lança primeiro cartão bancário 100% em braille no Brasil
Os cartões já estão disponíveis para os clientes do Banco do Brasil (BB); equipamento inédito...
TOP 6
Embratel amplia solução de conectividade via satélite para fornecer redundância
Serviço de Banda Larga via satélite proporciona uma camada adicional de backup à rede das...
TOP 6
Banco Central publica próximos passos da regulação de criptoativos
A infraestrutura criada para o Piloto com Tecnologia de Registro Distribuído (DLT) passará a testar...

Assine o CANTAnews

Não perca a oportunidade de saber todas as atualizações do mercado, diretamente no seu e-mail

plugins premium WordPress
Scroll to Top