Ferramenta gratuita lançada em dezembro exige consulta prévia de bancos e já conta com mais de 329 mil adesões no país
Em menos de dez dias de funcionamento, o novo sistema de segurança do Banco Central, o BC Protege+, barrou 15.904 tentativas de abertura de contas fraudulentas em instituições financeiras. Lançada oficialmente no dia 1º de dezembro – como anunciado AQUI -, a ferramenta permite que cidadãos tranquem seus CPFs para a criação de novas contas, criando uma barreira extra contra golpes de falsidade ideológica e o uso de dados por criminosos para a criação de “contas laranjas”.
De acordo com o balanço divulgado pela autoridade monetária na última terça-feira (9), o sistema já conta com forte adesão popular. Até o momento, 329,6 mil pessoas ativaram a proteção voluntariamente. O impacto no sistema financeiro foi imediato: os bancos e demais instituições realizaram cerca de 8,8 milhões de consultas obrigatórias ao banco de dados para verificar a situação dos clientes antes de autorizar novos cadastros.
O funcionamento do BC Protege+ atua como uma trava de segurança preventiva. Ao ativar o recurso, o usuário sinaliza oficialmente ao mercado que não deseja abrir contas correntes, poupanças ou de pagamento, nem ser incluído como titular ou representante em contas de terceiros.
“O recurso funciona como uma camada adicional de segurança para prevenir fraudes de identidade e evitar que produtos financeiros sejam contratados em contas abertas ilegalmente”, informou o Banco Central em comunicado, conforme apurou a Agência Brasil.
Para utilizar o serviço, o cidadão deve possuir uma conta Gov.br de nível prata ou ouro. O acesso é feito através do portal “Meu BC”, onde é possível ativar ou desativar o bloqueio instantaneamente. A autarquia alerta que, caso o usuário deseje abrir uma conta legítima, é necessário destravar o CPF previamente no sistema e recomenda o reagendamento automático do bloqueio para garantir a proteção futura.