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Bancos tradicionais colaboram, competem e eventualmente compram fintechs

O papel dos bancos e da tecnologia no fomento ao empreendedorismo foi debatido na primeira tarde do Ciab Febraban 2019. Executivos do BTG Pactual, Santander, Banco do Brasil e Rede / Itaú-Unibanco expuseram seus pontos de vista quanto à entrada de fintechs no mercado bancário. De uma forma geral, entre a postura de competição ou de colaboração, há uma concordância de que a segunda é o caminho mais viável.

Mas, o diretor executivo de negócios digitais do Itaú-Unibanco e presidente da Rede, Marcos Magalhães, lembrou que para os grandes bancos e as fintechs a fronteira entre competir e cooperar é muito tênue. Ele explica que a Rede tem inúmeros casos de competição e de colaboração. E em alguns, a empresa é, ao mesmo tempo, parceira, como adquirente do Mercado Livre por exemplo, e concorrente no mercado das maquinhas.

Para o diretor vice-presidente do Bradesco, André Cano, há mais colaboração que concorrência entre tradicionais e novos e avalia que se trata de um mercado gigantesco, com espaço para as fintechs crescerem. O CTO e sócio de escritório de São Paulo do BTG Pactual, Gustavo Roxo, enfatiza que a convivência e a troca das expertises de ambos é o que traz uma relação de ganhos para todos.

E o diretor setorial de tecnologia e automação bancária do Banco do Brasil, Gustavo Fosse, comparou os grandes bancos a um “supermercadão”, que oferece os mais diversificados produtos, enquanto as fintechs resolvem um único problema, muito bem. Para ele falar em cooperação é mais difícil do que executar e o setor está no caminho para capturar o valor dessas empresas.

A experiência de aceleração do modelo de negócio foi outro ponto trazido pelo jornalista e escritor, Pedro Dória, que moderou o debate. Ele perguntou aos executivos se o objetivo dos bancos era aprender com as fintechs ou se tornarem sócios de um negócio importante. Cano acredita nas duas possibilidades: aprendizado constante, sempre com a possibilidade de as grandes instituições se tornarem sócios. Isso porque, eles preenchem alguns gaps das startups.

Fosse admite que os bancos aprenderam com empresas entrantes, não apenas no que tange a entregar serviços aos clientes. O banco aprendeu muito a trabalhar de forma leve e não “departamentalizada” com eles, o que traz grande oportunidade para o setor tanto em modelo de negócio, trabalho como na variedade de ofertas para os clientes.

Estimular o empreendedorismo

O CIO do Santander, Marino Aguiar, defende que existem quatro formas principais de fomentar o empreendedorismo, no banco: interna; estabelecer e expandir parcerias como fez com a GetNet, que aportou valor à operação sendo empresa de tecnologia. A terceira maneira de estimular é investir em empresas, como faz o Santander Innovation e por último, lançar uma nova companhia.

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