Bancos negociam mais de 2 milhões de contratos durante Mutirão

Os bancos repactuaram 2,057 milhões de contratos no mais recente Mutirão de Negociação e Orientação Financeira, que ocorreu entre os dias 1º e 31 de março de 2023. Com isso, sobe para 26,3 milhões o número total de contratos repactuados pelo sistema bancário desde o início da pandemia, em março de 2020. O volume superou em 21% o resultado de março de 2022, quando 1,7 milhão de contratos foram renegociados pelos bancos. Os dados foram divulgados essa semana pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que apoia a iniciativa juntamente ao Banco Central do Brasil, Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Procons.

O Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira tem por objetivo contribuir para reduzir o endividamento do consumidor bancário. As ações acontecem nos meses de março (mês do consumidor) e de novembro, desde 2019. Por meio delas, podem ser negociadas dívidas em atraso no cartão de crédito, cheque especial e outras modalidades de crédito que não tenham bens dados em garantia, como veículos, motocicletas e imóveis.
 

Além de orientação financeira, durante as ações os bancos costumam ofertar condições especiais para a regularização de contratos em atraso durante os mutirões (parcelamento, descontos no valor da dívida ou taxas de juros reduzidas para refinanciamento), por isso a mobilização costuma contribuir para o aumento da procura por negociações.
 

Segundo dados da Senacon, por meio da plataforma Pro Consumidor, que reúne dados dos 615 Procons do país, durante o mutirão em março foram registradas 11.700 solicitações de consumidores por renegociação e parcelamento de dívidas, das quais 5.988 (51,2%) foram dirigidas a bancos, financeiras e administradoras de cartão. O volume é maior que a somatória dos registros abertos nos dois primeiros meses do ano (8.350) nos Procons, confirmado o interesse do consumidor por regularizar suas pendências financeiras.
 

No ConsumidorGovBr, do Ministério da Justiça, 86,3% das demandas abertas pelos consumidores em março foram direcionadas a bancos, financeiras e administradoras de cartão. Cartão de crédito, crédito pessoal e empréstimos foram os assuntos mais reclamados, respondendo por 76,5% dos registros. Das demandas finalizadas (14.781), 99% foram respondidas pelas instituições financeiras em até 6 dias. O índice médio de solução foi de 82,7%.
 

“Mais uma vez a ação teve efeito positivo e concreto para o consumidor. A renegociação de dívidas previne o superendividamento e reduz o custo da inadimplência. Ganham todos. Além disso, fomentam a economia e contribuem para uma expansão das operações de crédito”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban.
 

(Fonte: Assessoria de imprensa Febraban)

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