Bancos já investiram R$ 2 bi em Open Finance no Brasil

Em três anos de operação do Open Finance no Brasil, completados no início do mês de fevereiro, as instituições representadas pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) já investiram mais de R$ 2 bilhões no projeto, segundo anunciou essa semana. Neste último ano de operação, foi observado um crescimento expressivo do ecossistema, com o número de consentimentos evoluindo de 21 milhões, em janeiro de 2023, para 42 milhões em janeiro de 2024, um crescimento de 100% no período.
De acordo com a federação, atualmente, mais de 1 bilhão de comunicações bem-sucedidas ocorrem todas as semanas, tornando o Open Finance brasileiro o maior do mundo, tanto em escopo de dados, como em volume de chamadas. A infraestrutura funciona no Brasil sob regulação do Banco Central. O sistema trabalha por meio de APIs (interfaces de programação de aplicações), que fazem a conexão entre as instituições participantes e permitem a troca de informações entre elas de uma maneira padronizada.
As informações compartilhadas entre os bancos são usadas para oferecer ao consumidor melhores ofertas de produtos e serviços personalizados e com melhores custos. Atualmente, há uma variedade de produtos e serviços sendo ofertados ao cliente, entre eles, de agregadores financeiros, para iniciação de pagamentos, soluções para ofertar melhores propostas de crédito, e serviços voltados para cashbacks e tarifas.

“O engajamento dos bancos, por intermédio da Febraban, tem sido determinante para a implantação do Open Finance no Brasil. Hoje contamos com mais de 120 colaboradores dos bancos atuando diretamente na convenção do Open Finance, além das mais de 200 pessoas envolvidas nas agendas, e uma governança interna com mais de 20 grupos de apoio à implementação”, afirma Carolina Sansão, diretora-adjunta de Inovação, Tecnologia e Cibersegurança da Febraban.

“Os resultados dos 3 anos de projeto no Brasil demonstram a expectativa e a confiança depositada pelo consumidor nesta nova revolução do sistema financeiro nacional”, complementa.

Fases do Open Finance

O pontapé inicial da implementação da infraestrutura, a princípio batizado como Open Banking, foi dado em 1º de fevereiro de 2021, com o compartilhamento de informações sobre seus canais de atendimento. Nesta 1ª fase também entraram os dados e as características sobre os produtos e serviços oferecidos, como, por exemplo, tipos de contas, empréstimos e financiamentos que cada um dos participantes oferece ao seu cliente.
A 2ª fase foi implementada de forma escalonada. Em uma primeira etapa, as instituições começaram a iniciar as trocas de informações cadastrais dos clientes, como endereço, renda e dados pessoais. E depois foi a vez da troca de informações relacionadas a contas de movimentação, seguido do intercâmbio de informações de operações de crédito e de cartões de crédito.
A 3ª fase permitiu que o cliente esteja apto a iniciar pagamentos de contas e transferências bancárias fora do internet banking ou do aplicativo do banco, por meio de um aplicativo intermediário.
O cliente é o dono de seus dados pessoais, e o Open Finance funciona irrestritamente dentro dos preceitos da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e demais regulações pertinentes à segurança dos dados. Além disso, o Banco Central faz a fiscalização dos consentimentos e da proteção dos dados dos clientes, de acordo com as normas e regulamentos já em vigor.

(Fonte: Assessoria de Imprensa)

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