Mesmo com leve melhora nas projeções, região segue com o ritmo mais lento do mundo, afetada por inflação e dívidas elevadas
O Banco Mundial revisou para cima sua previsão de crescimento econômico da América Latina e do Caribe para 2026, sinalizando uma recuperação moderada, mas ainda desigual. Segundo o relatório divulgado pela instituição, a região deve crescer 2,5% no próximo ano, acima da estimativa anterior, feita em junho, de 2,4%.
Apesar do ajuste positivo, o Banco Mundial alerta que a América Latina permanece como a região de crescimento mais lento do mundo, devido à inflação persistente, ao alto nível de endividamento e às incertezas geradas pelas políticas tarifárias dos Estados Unidos.
Para 2025, a previsão foi mantida em 2,3%, o que representaria uma ligeira melhora em relação aos 2,2% registrados no ano passado.
“A recuperação econômica segue em andamento, mas enfrenta obstáculos estruturais e conjunturais que limitam o ritmo de expansão”, afirma o relatório.
Entre as maiores economias, o portal InfoMoney veiculou que o Brasil deve manter em 2025 um crescimento de 2,4%, com uma leve desaceleração para 2,2% em 2026. Já o México apresentou desempenho mais otimista: o Banco Mundial agora espera uma expansão de 0,5% neste ano, acima da previsão de 0,2% feita em junho, e uma aceleração para 1,4% no próximo ano.
“Embora os indicadores apontem para um cenário mais estável, a sustentabilidade desse crescimento dependerá da capacidade dos países de avançar em reformas estruturais e manter políticas fiscais prudentes”, destaca o documento.
Com isso, o Banco Mundial reforça que o principal desafio da região é transformar o atual momento de estabilidade em crescimento sustentado, equilibrando políticas econômicas com o controle da inflação e da dívida pública.