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Banco Inter alcança 5 milhões de correntistas

Por Edilma Rodrigues

O banco Inter atingiu a marca dos 5 milhões de correntistas, nesta terça-feira (7), crescimento de 155% em relação ao primeiro trimestre de 2019. A instituição, em sua prévia operacional, informa que abriu 890 mil contas nos três primeiros meses do ano. O anúncio também foi feito por meio de comunicado enviado aos clientes e vídeo no Youtube.

O crescimento das bases de usuários dos bancos digitais tem sido constante. Conforme apontamos em matéria publicada em janeiro, o número dessas instituições no Brasil cresceu 147% entre 2017 e 2018, de acordo com pesquisa da boostLab e ACE.

Mês que o Nubank anunciou ter alcançado 20 milhões de clientes; o C6 Bank contabilizava 1 mi, após seis meses do início de suas operações e o Next, do Bradesco, somava 2 milhões de contas. A assessoria de imprensa do Banco Original informou que a instituição soma 3 milhões de correntistas atualmente. E o Digio, lançado inicialmente como cartão em 2016, tem 1,5 milhões de clientes. Esses dados são dos sites das instituições ou foram divulgados à imprensa.

Apenas nesses bancos digitais, incluindo o banco Inter, são 32,5 milhões de clientes. Esse total não representa um dado empírico, especialmente porque boa parte desses números foi divulgada no início do ano. Fizemos essa conta somente para efeito de comparação. O Itaú-Unibanco, com 91 anos de atuação no mercado, por exemplo, reporta em seu site que tem 60 milhões de correntistas. Destes, 12 milhões são pessoas físicas que utilizam seus canais digitais. Fundado em 1943, o Bradesco contabiliza 30,1 milhões de contas corrente e 63,9 milhões de contas poupança. 

Covid-19: bancos tradicionais devem rever mecanismos de validação em agências  

Para entender se há previsão de aumento do uso dos bancos digitais, com as medidas tomadas para se reduzir a ida das pessoas às agências bancárias, em decorrência da necessidade de reduzir a propagação do covid-19, o especialista em fintechs, Bruno Diniz, entende que os bancos nativos digitais já têm uma operação totalmente desmaterializada que contempla cenários nos quais os clientes não terão interação física com a instituição.

“Já os bancos tradicionais, muitas vezes, atrelam alguns mecanismos de segurança à interação também no mundo físico, como uma validação de cadastro de senhas digitais de novos aparelhos (celulares ou PCs) em caixa eletrônico, além de possuírem limites específicos de valores de transferências em seus canais digitais. Esses aspectos deverão ser revistos à medida que estamos impossibilitados de ir até as agências para realizarmos tais procedimentos adicionais,” avalia o Diniz que é cofundador da Spiralem, consultoria especializada em inovação para o mercado financeiro, e professor no curso sobre fintechs na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e no MBA da Universidade de São Paulo (USP ESALQ).

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