O Banco Central divulgou ontem (29) dados que revelam uma ligeira queda dos juros no país. De acordo com nota publicada no Portal Brasil, as taxas caíram 0,6 ponto percentual na comparação entre fevereiro e janeiro. Segundo o estudo, quatro modalidades para pessoas físicas ficaram mais baratas no mês.
Entre as operações que apresentaram queda uma das mais acentuadas foi o rotativo do cartão de crédito. A alternativa cujas regras mudaram para evitar que os consumidores fiquem comprometidos com uma fatura quase impagável, teve um recuo de 5,2 pontos percentuais, para 481,5% ao ano.
Outro destaque foi o cheque especial. A taxa do produto recuou 1,3 ponto percentual no período, passando ao patamar de 327% ao ano, o que significa a menor taxa desde setembro de 2016.
Além dessas duas modalidades, houve recuo nas taxas de aquisição de veículos, que passou de 26,2% ao ano para 25,7%; e no crédito consignado, com queda de 0,1 ponto percentual entre janeiro e fevereiro.
As taxas menores levaram como consequência a um aumento das concessões de crédito que, no mês, subiram 9,5%. Os números da instituição mostram, ainda, que no crédito livre, que são operações sem subsídios, as concessões cresceram 8,3% frente a janeiro; no crédito direcionado, que tem taxas determinadas pelo governo, o aumento foi de 24,4%.
Diante desse cenário, o BC projeta que o crédito, em 2017, deve crescer 2%. Na divisão por tipo de instituição financeira, os bancos públicos devem avançar 2%, enquanto os privados nacionais, 1%. Já as instituições estrangeiras devem registrar um incremento de 2%.