O representante do Banco Central presente no Fintech View no dia 6 de junho, Fabio Lacerda Carneiro, trouxe uma mensagem tranquilizadora aos empreendedores do segmento, no sentido de que o órgão regulador não deve adotar intervenções regulatórias significativas antes de conhecer as reais implicações destas medidas.
Carneiro explicou que o Banco Central do Brasil segue o posicionamento que vem sendo adotado por entidades reguladoras em todo o mundo, como o Financial Stability Board (FSB) que em carta ao G-20, falando sobre seu programa de trabalho para 2016, incluiu a observação sobre o movimento fintech. Da mesma forma, o comitê de Basileia na suíça constituiu uma força tarefa recentemente para entender a questão das fintechs.
Ele lembrou que o BC noticiou nesta semana que também criou uma comissão multidisciplinar para discutir o tema. Apesar da mensagem tranquilizadora, Carneiro ressaltou que o empreendedor fintech precisa ter o controle de todos os aspectos de sua operação. “Esta é sua responsabilidade porque se a empresa causar problemas aos cidadãos, certamente o Estado vai responsabilizá-lo”, disse.
Segundo ele, o papel do empreendedor é pensar no que pode dar certo e fazer o melhor possível para que isto aconteça. “Mas o papel do regulador é justamente o contrário. Pensar no que pode dar errado e tentar evitar prejuízos à sociedade”, destacou. Neste sentido, disse ele, o cuidado tem sido o de evitar que a regulação mate a inovação. “Cuidado na intervenção regulatória significa tempo. Por isso digo que estamos no gerúndio. Acompanhando, avaliando e monitorando. Esperando o mercado maturar”, concluiu.