Apesar do forte crescimento dos canais digitais de 2011 a 2015, o diretor de vendas de automação bancária da OKI Brasil, Antonio Martins Bernardino, afirmou em sua palestra no Ciab FEBRABAN 2016, que a movimentação financeira continua em canais tradicionais. E justifica: 54% das transações nos ATMS são com movimentação financeira, enquanto em internet e mobile, são apenas 15%. Segundo o executivo, ainda se usa muito dinheiro em espécie e 100% dos brasileiros usam o papel moeda para fazer algum tipo de pagamentos.
Bernardino também destacou que a inclusão de novos serviços em ATM, para clientes e não clientes pode ser o futuro das máquinas de autoatendimento que deve crescer em direção à periferia das grandes cidades e no interior. O desafio é desmistificar o uso, cuja conveniência será fundamental (simplicidade), com interfaces mais próximas dos dispositivos móveis e personalização de cartões. “O ATM será o elo do físico e do digital,” afirmou.
O diretor comercial da Perto, André Naibert Figueiredo, concorda. Para ele, a ATM, cada vez mais, torna-se uma peça fundamental juntamente com o mobile, fazendo transações que não podem ser feitas remotamente. Também aposta nas telas intuitivas e na integração continua com as soluções mobile.
Figueiredo destacou a inclusão de alguns serviços e novos recursos como módulos de impressão, gravação e dispensa de cartões; pagamento em cédulas e moedas; terminais bidirecionais – utilização simultânea por dois clientes, entre outros.
Para Bernardino, as ATMs podem incluir serviços como câmbio e moedas digitais; dispensa e carga de cartões (pré e pós pagos); escaneamento e tratamento de cheques, etc. “Este é um canal que não morreu,” sentenciou o executivo da OKI Brasil.