De acordo com um estudo publicado pela Capgemini nesta semana, a maior parte dos consumidores poderia economizar mais de US$ 500 em taxas bancárias e de seguros, com a utilização de um novo tipo de contrato inteligente baseado na tecnologia blockchain. Os profissionais da indústria, startups e acadêmicos do setor de serviços financeiros, que participaram do estudo preveem que a plena adoção da tecnologia acontecerá até 2020.
Segundo o relatório, ao se comprar uma casa, por exemplo, ao invés do atual processo que envolve uma documentação complexa e intervenção manual, os detalhes seriam compartilhados numa rede de contratos inteligentes, conectando todas as partes no sistema. Este procedimento simplificaria o processo de empréstimos, reduziria custos de produção e resultaria em uma rápida transferência do título da propriedade. O desembolso subsequente de montantes de empréstimos e pagamentos de juros ocorreria automaticamente, conforme os termos codificados no sistema.
Os chamados contratos inteligentes assemelham-se às minutas contratuais padronizadas que possuem valor legal e são suportadas por um conjunto de termos e condições. A diferença é que os contratos inteligentes são eletronicamente programados e embasados em registros distribuídos, como a tecnologia blockchain. Isso significa que podem impor ações (como pagamentos) automaticamente, tão logo tenham sido cumpridas as condições acordadas, sem a necessidade de verificação independente ou processamento manual.
O estudo “Smart Contracts in Financial Services: Getting from Hype to Reality” concentra-se na indústria financeira, na qual a tecnologia e os sistemas sustentados por blockchain já estão em desenvolvimento em importantes instituições, como BNP Paribas, Deutsche Bank e Credit Suisse.