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Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain nasce presidida por ex-CADE e BNDES

Num movimento liderado pela fintech Atlas Project, no dia 12 de abril, em São Paulo, foi anunciada a criação da Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain (ABCB).

Presidida por Fernando Furlan, ex-presidente do CADE, tendo entre os cargos assumidos o de secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e presidente do Conselho de Administração do BNDES, a entidade afirma que entre seus principais objetivos estão o estabelecimento de diálogo com o poder público e a promoção de ações que visam se beneficiar do desenvolvimento tecnológico e da inovação característicos do setor de criptomoedas e de blockchain.

Em plena ascensão, o mercado brasileiro de criptomoedas tem despertado interesse crescente por parte do usuário final e da comunidade de investidores, com o surgimento de novas empresas que veem no setor uma oportunidade para lançar soluções e testar novos modelos de negócio. Em 2017, o Brasil movimentou cerca de R$ 8 milhões, em um total de 444.430 bitcoins negociados.  Ao mesmo tempo, o Banco Central emitiu comunicado, no final do ano passado, onde alertava sobre os riscos de uma bolha criada pelo bitcoin.

Com relação a instabilidade do bitcoin e a desconfiança de que se trata de uma bolha, Furlan afirma que é preciso desmistificar o conceito que se atrelou às moedas digitais, de algo, essencialmente, arriscado. Já tivemos uma supervalorização no final do ano passado. Foi uma espécie de bolha, mas não explodiu. Há características que fazem do bitcoin não ser uma bolha, ele tem um limite de moedas disponíveis. Se fosse realmente perigoso, autoridades já o teriam impedido, comenta presidente da entidade.

Para o vice-presidente da entidade, Felipe França, a desconfiança acerca das criptomoedas é semelhante a que sofreu startups que hoje revolucionaram seus mercados. Ele cita como exemplo o Uber e o Airbnb.

A responsável pela estrutura jurídica da ABCB, advogada Emília Campos, afirma que não acredita que uma regulação do setor no Brasil aconteça em um ano eleitoral e de Copa do Mundo. Mas diz que a falta de uma regulação apropriada é um grande impasse para o mercado e que o panorama legislativo para tal é bem delicado. A associação, segundo ela, vem para defender uma voz ativa do setor, que não deve aguardar passivamente à espera de que autoridades definam uma regulação que, eventualmente, possa vir a minar ou desacreditar um mercado emergente em criptomoedas e blockchain.

*Com informações do site Computerworld

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