“As fintechs vão ter cada vez mais um papel muito importante nesse mercado”

“Fintechs tem cada vez mais um papel importante no mercado”

Com objetivo de entender a aplicação da Lei ante os players do ecossistema financeiro, o mediador do painel do webinar sobre superendividamento, Dorival Dourado, questionou Larissa Arruy, membro do Comitê Regulatório Associação Brasileira de Crédito Digital – ABCD, sobre a atuação das fintechs e dos novos entrantes ante o tema. 

“As fintechs já tem e vão ter cada vez mais um papel muito importante nesse mercado e isso deriva de dois pontos principais. O primeiro tem muito a ver com o contexto em que as fintechs nasceram, de mudar um pouco a dinâmica da relação financeira, muito focada inicialmente na própria instituição financeira. O crescimento das fintechs se deu a partir de um olhar para o cliente. Grande parte dos modelos de negócios que são perseguidos e estruturados pelas fintechs partem do cliente no centro da relação. E quando falamos de crédito, isso não é diferente”, afirmou. 

O segundo ponto, de acordo com ela, é o papel do Banco Central, que viabilizou uma estrutura para as fintechs de modelos de negócios que são mais nichados. “O fato delas terem essa atuação em nicho acaba casando muito com a preocupação que a lei traz, de ter um olhar mais cuidadoso e responsável com o cliente e construir o caminho do crédito para esse cliente que leve em conta a situação específica dele”.

Além disso, ela lembrou que as fintechs fazem uso massivo de dados e tecnologia, que permitem uma análise de crédito muito mais sofisticada do que a praticada pelos bancos tradicionais até então. 

Ampliando a discussão sobre o acesso aos dados, o mediador direcionou ao advogado da ANBI, Leandro Alvarenga, uma pergunta voltada aos birôs de crédito e como eles têm lidado com o avanço da tecnologia e acessos aos dados em termos jurídicos.

“Como vamos integrar as informações e vamos fazer para que consigamos, simultaneamente, atender a necessidade da sociedade de dar um crédito consciente e fazer uma avaliação de crédito segura e correta, sem invadir a privacidade das pessoas, sem coletar informações em demasia e deixar claro para aquela pessoa quais são as políticas das empresas que vão ser atribuídas ao negócio? Neste momento, essa é uma Missão 007, pois não sabemos exatamente o que vai vir de novas tecnologias. O que podemos fazer para todo mundo, e isso é o que as empresas e os bancos de dados estão fazendo, é ser o mais transparente possível e o mais receptivo às demandas dos titulares esclarecendo todas as dúvidas”, ponderou.

Insights Ed. 18

EditorialMais um olhar sob o superendividamento
1“Temos um espaço muito grande ainda para crescer o crédito no Brasil”
2Renegociação direta com fornecedor deve ser prioridade
3Lei do Superendividamento tem até 12 meses para ser regulamentada
4Lei se destaca por trazer o ganho da recuperação do cidadão à sociedade
5“As fintechs vão ter cada vez mais um papel muito importante nesse mercado”
6Experiência do consumidor assume papel central na discussão do superendividamento
Ponto de vistaTendências de CX para 2022, o ano que promete ser customer centric

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