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Aplicações de AI devem começar a ser desenvolvidas por usuário final ainda em 2018

A última edição do relatório Tech Trends Report,  feito anualmente pelo Future Today Institute, apresentada durante o South by Southwest (SXSW), festival de música, tecnologia e interatividade que acontece em Austin (EUA) até 18 de março, apontou as principais tendências de uso dos sistemas de inteligência artificial pelo consumidor final em 2018.

De acordo com o estudo, ainda em 2018, o usuário final vai começar a desenvolver suas próprias aplicações de inteligência artificial e os assistentes virtuais se tornarão mais completos e ganharão cada vez mais espaço na vida das pessoas. Veja a seguir:

Ferramentas de AI para usuários comuns

Uma das principais novidades apontadas pelo Tech Trends Report será que as tecnologias de inteligência artificial deverão deixar de estar apenas nas plataformas altamente técnicas, usadas por pesquisadores profissionais e desenvolvedores, e serão disponibilizadas em aplicativos leves e fáceis de usar pelo usuário final.

O novo aprendizado automático de máquinas, proporcionado por plataformas, como o DataRobot, vai permitir que usuários comuns consigam construir e implantar modelos preditivos.  Alguns especialistas acreditam que no futuro próximo, ferramentas de AI farão parte do nosso trabalho cotidiano, assim como o Microsoft Office ou o Google Docs.  

A adoção de assistentes virtuais será ampliada

Os assistentes digitais se tornarão mais abrangentes em 2018, os preços dos dispositivos devem cair e os sistemas deverão interagir melhor conosco.

Se observarmos as novas colaborações entre fabricantes de dispositivos e plataformas assistentes digitais, vamos perceber que em breve será possível falar com o Alexa no carro ou durante uma sua corrida matutina, enquanto o Cortana poderá, em breve, ser acessível durante as reuniões de trabalho e na mesa do escritório. Os assistentes virtuais também vão começar a avançar para outros dispositivos como geladeiras, termostatos e telefones.

Pesquisadores do MIT, Stanford e da Universidade de Texas, em Austin, estão construindo uma infraestrutura para que nossos dispositivos possam ouvir e assistir: eles vão conhecer os lugares que vamos, as pessoas com quem interagimos, nossos hábitos, gostos, preferências, e muito mais. Isso vai permitir que os assistentes virtuais utilizem esses dados para antecipar nossas necessidades.

“Autocompletar” de intenções

Em plena era da informação, uma pessoa adulta toma mais de 20 mil decisões por dia, algumas de grande importância como investir ou não no mercado de ações, outras simples, como olhar ou não para o celular quando a tela acender.

De acordo com o levantamento do Future Today Institute, os novos assistentes virtuais prometem priorizar decisões, delegá-las em nosso nome e ainda responder automaticamente por nós, dependendo das circunstâncias. Muitas dessas decisões serão invisíveis, sem supervisão direta ou com entrada de dados. Para entender melhor, pense nisso como um sistema de “autocompletar de intenções”.

Nós vamos interagir forma ativa ou passiva com os assistentes virtuais, que estarão em nossos fones de ouvido, termostatos, carros e bolsos. Eles vão ouvir e nos observar, às vezes fazendo perguntas, outras vezes nos darão informações de que precisamos por textos ou áudio, baseadas em algoritmos.

Num futuro próximo, os assistentes virtuais vão tomar cada vez mais decisões sozinhos. Pense nisso como uma espécie de autocompletar de intenções. Vamos interagir de forma ativa e passiva com os nossos assistentes virtuais, encontrados em nossos ouvidos, termostatos, carros e bolsos.

Eles vão nos ouvir e observar, às vezes fazendo perguntas – outras vezes oferecendo notificações de texto ou áudio, conforme as necessidades apontadas por algoritmo.

Deep linking em todos os lugares

Os deep mobile linkings começaram a se espalhar com a popularização dos smartphones e isso tornou mais fácil encontrar e compartilhar dados de todos os app´s do seu fone. Até então capazes de ser redirecionados a algum app ou site, como uma postagem no Twitter, por exemplo, desde que se tenha o aplicativo instalado, ou indicar que você busque uma loja de aplicativos e baixe o app primeiro, eles vão se tornar mais robustos e falar entre si.

Os novos deep linkings vão levar dados de um site para um app, de aplicativo para site ou aplicativo para aplicativo, e também poderão oferecer informações personalizadas. Com avanços no aprendizado de máquina, as experiências app-to-app serão adaptadas aos usuários individuais e se tornar cada vez mais onipresentes. Por exemplo, quando você aterrissa no aeroporto, seu aplicativo da companhia aérea lhe envia um link para Uber, com base nos dados que possui a seu respeito.

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