Antes inimigos declarados, bancos começam a flertar com o bitcoin

Antes inimigos declarados, bancos começam a flertar com o bitcoin

Por William Ribeiro* 

Estamos vivenciando um momento único na humanidade e também na história do bitcoin. Não bastaram os volumes gigantescos de dinheiro aplicados nas economias dos países para o combate ao Coronavírus. Agora em 2021, o presidente eleito americano, Joe Biden, anunciou um pacote adicional de estímulos de 1,9 trilhão de dólares. Para se ter uma ideia deste patamar, tratam-se de valores equivalentes a todo PIB do Brasil em 2018.

Antes inimigos declarados dos criptoativos, investidores institucionais (incluindo os bancos) cada vez mais vêm flertando com o bitcoin. Por exemplo, no dia em que escrevo, o fundo Grayscale Bitcoin Trust chegou a comprar praticamente 200% mais bitcoins (2612 BTC) que toda a rede foi capaz de minerar em 24 horas (900 BTC).

Bitcoin é um ativo fantástico, com escassez genuína e transparente. Do outro lado da (cripto)moeda, trata-se de um extraordinário experimento monetário – de enorme sucesso até aqui, é importante ressaltar.

Antes de investir em bitcoin, é fundamental que o investidor possua conhecimento sobre os riscos (possuímos uma série completa em nosso canal Dinheiro Com Você no Youtube) e pensamento de longo prazo.

Como estratégia de investimento, é importante relativizar o timming de entrada, fazendo aportes pequenos e constantes. Apostar nesta criptomoeda não deveria se traduzir em depender totalmente de seu sucesso. Como regra geral dos investimentos, a diversificação nos salva quando estamos errados a respeito de qualquer tipo de investimento.

Mas será que o bitcoin vai dar certo? Como moeda confiável, pública e rastreável, o bitcoin já provou o seu valor. Mas daí o investidor ganhar dinheiro com isso, convertendo seus bitcoins para uma moeda fiduciária como reais ou dólares… Aí ninguém pode prever.

Até por isto é recomendado prudência ao investir.  Do outro lado, conheço gente que até hoje está reclamando, dizendo que “vai esperar cair pra comprar”, desde quando um bitcoin valia 30 mil reais.

Para quem acredita, é importante estar no jogo, mas com a sensatez de não arriscar todo o patrimônio de uma vida em qualquer ativo que seja.

Quem viver verá. De qualquer forma, não é fascinante estarmos vivendo esta revolução, de um dinheiro não emitido por qualquer banco central, mas ainda assim (até mais) confiável?

*William Ribeiro é educador financeiro do Dinheiro Com Você

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