Ministério da Justiça e Febraban lançam iniciativa para prevenir e reprimir golpes cibernéticos
Por Cantarino Brasileiro*
Com a promessa de aprimorar a parceria com a Polícia Federal e centralizar os canais de denúncia de vítimas de golpes financeiros, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Febraban lançaram na terça-feira (18) a Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias e Digitais, que atuará na prevenção e repressão de crimes cibernéticos.
Fruto de um acordo técnico firmado em agosto do ano passado e desenvolvido por um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria de Direitos Digitais, a aliança contará com um comitê gestor formado pelo Ministério da Justiça e pela Febraban, que definirá diretrizes por meio de fóruns bimestrais de discussão, conforme apurou a Agência Brasil.
O programa está estruturado em três grupos temáticos: o primeiro desenvolverá boas práticas de prevenção, detecção e respostas através de campanhas de conscientização e melhorias na abertura de contas eletrônicas; o segundo grupo buscará aperfeiçoar os critérios para o compartilhamento e tratamento de dados, aprimorando a Plataforma Tentáculos; e o terceiro concentrará esforços no atendimento a vítimas e na capacitação de agentes por meio da centralização de canais de denúncia e criação de protocolos para crimes cibernéticos.
Dados divulgados pelo Ministério apontam que 36% dos brasileiros foram vítimas de golpes ou tentativas de golpe em fevereiro de 2024, com os crimes mais recorrentes sendo a clonagem ou troca de cartões bancários (44%), golpe da falsa central de cartões (32%) e pedidos de dinheiro via WhatsApp (31%), evidenciando a necessidade de ações integradas.
Em entrevista, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, destacou: “A resposta mais eficiente à criminalidade que avistamos é a que se dá com inteligência, capacidade técnica e implementação de medidas de prevenção, detecção e finalmente repressão. A aliança sintetiza esses objetivos e vai ao encontro de uma demanda da sociedade que é de construirmos um ambiente virtual mais seguro e confiável, no qual a impunidade deixe de reinar”.
O presidente da Febraban, Isaac Sidney, comparou a ascensão dos crimes pela internet a uma epidemia e ressaltou a abrangência da parceria:
“Vários segmentos do setor privado estão representados, como o setor bancário, o setor financeiro, a indústria de pagamentos, a indústria de tecnologia, de telefonia, o varejo. O poder público, com suas frentes reguladoras, as forças de segurança pública. Isso mostra uma aliança não só plural, não só diversificada, mas também multifacetada porque é um crime que precisamos enfrentar dessa maneira”.
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*Escrito utilizando IA Generativa