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AI pode ser a virada das mulheres no mercado de trabalho

De acordo com pesquisa recente da PwC sobre a automação na área de AI (sigla em Inglês para inteligência artificial), as mulheres serão as mais afetadas pela evolução da inteligência artificial durante a próxima década. Potencialmente, 23% dos cargos de trabalho ocupado por mulheres correm o risco de acabar, cerca de 7% a mais do que os homens.

Entretanto, a executiva Kriti Sharma, um dos destaques do ranking Under 30, da revista Forbes, que lista os mais brilhantes empreendedores, criadores e game-changers abaixo dos 30 anos, que revolucionam negócios e transformam o mundo; e atual vice-presidente de bots e AI do Sage Group, uma das principais empresas de tecnologia do Reino Unido, publicou um artigo apontando cinco fatores que precisam ser repensados para garantir o avanço da inteligência artificial de forma positiva e também a necessidade de mostrar para as mulheres as portas que a AI pode abrir para elas no futuro.

1 – Sensibilizar e informar a opinião e compreensão pública

As pessoas utilizam inteligência artificial diariamente, mas ainda não têm consciência disso. O uso de tecnologias como a Siri, da Apple; e Alexa, da Amazon, são exemplos disso. Uma pesquisa realizada pela Sage aponta que a compreensão pública sobre a tecnologia é limitada: 43% dos entrevistados nos Estados Unidos e 46% no Reino Unido admitiram “não saber o que é a inteligência artificial”. Kriti Sharma afirma ser essencial que a indústria se responsabilize por amenizar os rumores negativos e passe a apresentar o verdadeiro potencial da tecnologia de forma compreensível a todos.

2 – Não é preciso um doutorado em ciências da informação

Kriti Sharma aponta para a necessidade de humanos e, especialmente de sua diversidade, para criar inteligência artificial verdadeiramente inteligente. “Precisamos de grupos compostos por homens e mulheres formados dos mais variados tipos e de diferentes perfis, que tenham conhecimento em áreas como resolução de problemas, psicologia, linguagem, design, storytelling, antropologia, direito, entre outros”.

3 – O preconceito é a maior das ameaças e só vai retardar o progresso

Enquanto personas famosas como Alexa e Siri, criadas por tecnologias de inteligência artificial, são fortemente baseadas em estereótipos femininos, a quantidade de engenheiras entre os criadores dessas ferramentas é baixa. “Esse é um problema sério que precisa ser corrigido se quisermos perceber os grandes benefícios científicos e econômicos da AI em nossas vidas. A mudança precisa começar em casa e nas escolas, demonstrando às jovens mulheres que nenhuma carreira está fora do seu alcance”.

Para desenvolver inteligência artificial de qualidade é fundamental pensar globalmente e garantir que as máquinas aprendam sobre diferentes etnias, raças, linguagens e idades – todas as características que nos tornam únicos. “E isso não é apenas uma questão de gênero. Mulheres e homens trabalham, vivem e pensam de forma diferente. É necessário captar o máximo de perspectivas diferentes para produzir um produto de alta qualidade e com máximo potencial”.

4 – A indústria de tecnologia reconhece a necessidade de mudança imediata

Apenas 14% das funções em ciência, tecnologia, engenharia e matemática no mercado de trabalho do Reino Unido são ocupadas por mulheres, revelou uma pesquisa do Instituto Nacional de Estatísticas do Reino Unido (ONS, na sigla em Inglês). No Brasil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do IBGE, dos mais de 580 mil profissionais de TI que atuam no País, apenas 20% são mulheres.

Esse cenário representa uma ameaça grave para a futura competitividade global do setor. Nunca houve uma necessidade tão grande deste tipo de mudança e a indústria está em busca disso. Universidades e o setor privado estão apresentando propostas para ajudar a lidar com a situação e mudar essa realidade.

5 – Alguns dos pesquisadores e desenvolvedores mais inovadores de AI são mulheres

“Sendo eu uma pessoa que desenvolve aplicações de AI todos os dias, como a Pegg, o primeiro bate-papo contábil do mundo, tive o privilégio de trabalhar com algumas das maiores mentes da indústria de AI – muitas delas mulheres. Temos uma grande riqueza de exemplos a seguir, mas infelizmente, até ao momento, a história da área tem sido fortemente dominada apenas por um gênero. Tal fato influencia o pressuposto de que há oportunidades limitadas para as jovens mulheres que procuram carreira na área, o que é falso. É preciso alterar essa percepção”.   

Ela explica que o maior obstáculo da AI é o desenvolvimento de máquinas que não representem realmente todos os seres humanos. Já existe no mercado plataformas de ética inovadoras, que oferecem orientações que abrangem desde como nomear os assistentes virtuais até ao desenvolvimento de diversos conjuntos de dados que ajudam as empresas a contratar.

“Se nos comprometermos com o objetivo comum de incluir mais diversidade em todos as etapas do design, da programação e da implantação da inteligência artificial, acredito que a tecnologia tem o potencial de transformar para melhorar a forma como se fazem negócios e como vivemos as nossas vidas. E todos merecem se beneficiar disso”, finaliza.

*Com informações do Forum IT365

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