Crédito: Rafael Rovani, head de inteligência artificial e analítica do BB

A evolução da IA no Banco do Brasil

por Rafael Rovani, head de inteligência artificial e analítica do BB
Há quase dez anos, a inteligência artificial é uma realidade dentro do BB e vem evoluindo de forma exponencial. Nesse caminho, a preocupação e o cuidado com os dados aplicados em todos os processos foi fundamental para o desenvolvimento da tecnologia. Passo importante foi dado em 2013, quando o banco implantou o ambiente Big Data a fim de processar um grande volume de dados. Outras decisões relacionadas a integração de dados, cadastro único de clientes e desenvolvimento em plataformas possibilitaram a escalada mais rápida do desenvolvimento dessas soluções.
Atualmente, já são mais de mil modelos de inteligência artificial e analítica catalogados. Todo o processo segue as políticas de compliance do BB, com sistemas robustos para gerenciamento de riscos, monitoramento e validação de modelos, de modo a tornar segura a escalada desses modelos. 
Além disso, desde o ano passado o BB desenvolveu um ambiente para apoiar o processo de experimentação da nova tecnologia pelas diferentes áreas da empresa. Isso propicia a evolução desse ambiente e disponibiliza novas ferramentas para democratizar o seu desenvolvimento na instituição. Já foram elaboradas diversas soluções de uso interno e experimental envolvendo resumo de documentos, análise de textos, geração de novos textos, busca em documentos, geração de códigos de programação, entre outros.
Com destaque para o assistente inteligente, que utiliza bases internas de normativos e documentação de atendimento para ser o copiloto do funcionário do BB visando a um atendimento mais rápido e assertivo aos clientes. Em evolução, ainda em 2024 seu uso será impulsionado dentro da nossa rede. 
Mesmo com o mercado em ebulição e todas essas ações ligadas a IA, temos o cuidado de avaliar todos os aspectos antes de uma expansão massiva da tecnologia. Por isso, optamos por fazer todas as experimentações em soluções de uso interno. Já prevemos, porém, ampliar essa avaliação para uma solução de uso do cliente em cenário restrito e risco controlado.

Esse artigo foi publicado na 19ª edição do Anuário Brasileiro de Bancos. Acompanhe as principais tendências e movimentos do ecossistema financeiro no último ano.

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